Homens na Bíblia - Personagens


CAIM E SEUS DESCENDENTES (Gênesis 4.1-26). Caim foi o primeiro homem a nascer sobre a terra. Seu pai era Adão e sua mãe Eva. Caim tinha um irmão chamado Abel. Segundo Gênesis 5.4, teve outros irmãos e irmãs, mas Abel é o mais importante para esta lição. Muitos estudiosos da Bíblia acham que Caim e Abel eram gêmeos, mas a Bíblia não menciona isso.
Quando Caim e Abel cresceram, trouxeram uma oferta a Deus. O sacrifício de Abel foi uma ovelha, o que significava que Abel confessou seus pecados e pediu o perdão de Deus. O sacrifício de Caim foram frutos e vegetais que produziu, o que significava seu orgulho por seu trabalho, sentindo que não precisava de perdão. Deus se agradou com a oferta de Abel, mas rejeitou a de Caim. Deus disse a Caim que se arrependesse, mas, recusou-se e ficou tão furioso que matou Abel.
Quando Caim ouviu o julgamento de Deus sobre ele pelo assassinato de Abel, tomou a sua esposa, que era uma de suas irmãs com quem tinha se casado, e foi para longe de Deus, nas terras de Node. Eram terras de peregrinação. Caim e sua esposa tiveram um filho e o chamaram Enoque. Esse não deve ser confundido com o Enoque do capítulo 5; são completamente diferentes.
Depois do nascimento de seu filho, Caim levantou uma cidade, a primeira da terra, segundo a Bíblia, e a chamou Enoque. A partir da descendência de Caim, surgiu grande civilizações. Entre elas havia criadores de gado, músicos, artistas e escultores. Porém, os descendentes de Caim, seguindo seu exemplo, permaneceram distantes de Deus, vivendo na maldade. Vemos o primeiro caso de poligamia e os dois primeiros assassinatos logo nas seis primeiras gerações. Não é surpresa que apenas 1.656 anos depois da criação de Adão, Deus mandou um dilúvio e destruiu toda a perversa descendência de Caim.
Há muitas pessoas como Caim hoje. Isso não significa que necessariamente matam seus irmãos, apesar de alguns fazerem isso. Quero dizer que eles, como Caim, ignoram sua pecaminosidade e estabelecem sua própria justiça, rejeitando Jesus Cristo, o precioso Cordeiro de Deus, e assim tornam-se objetos da ira de Deus eternamente.

ABEL E SETE (Gênesis 4.1-8; Gênesis 4.25-5.8). Temos os nomes de apenas três dos filhos de Adão e Eva, embora saibamos que tiveram muitos outros. Os nomes que conhecemos são Caim, Abel e Sete. Como já aprendemos, Caim era ímpio. Abel e Sete eram diferentes. Obviamente eram pecadores como todos os homens, desde Adão. Porém, eles eram uma semente de espiritualidade. Eram como os homens que nascem de novo, homens de fé. Isso se confirma com a oferta de Abel (Gênesis 4.4; Hebreus 11.4).
Quando Caim matou Abel, fez isso porque tinha sua própria justiça e odiava a fé ou qualquer um que a possuísse. Porém, Deus não deixará a semente de espiritualidade ser destruída, por isso deu a Adão e Eva um filho especial para substituir Abel. Chamaram-no Sete. Assim como Caim era pai de uma civilização impiedosa, Sete seria pai de filhos de fé.
O primeiro filho de Sete chamava-se Enos. Houve oito gerações a partir de Sete até Noé. Em cada uma dessas gerações houve um homem piedoso que passou para seus filhos as verdades acerca de Deus e manteve seu casamento puro. Esses homens, assim como Adão, viveram por muitos anos. Três deles chegaram a ser mais velho do que Adão. Ao todo houve sete homens que viveram mais de novecentos anos. Metusalém? 969, Jares? 962, Noé? 950, Adão? 930, Sete? 912, Cainã? 910, Enos? 905.
Em um sentido, a vida de todos esses homens foram resultados da fé de Abel. Em Hebreus 11.4, Paulo diz que Abel sendo morto ainda fala, e, nos versos seguintes, segue mostrando como a geração de Sete fizeram tudo as coisas certas que fizeram pela fé. Então, assim como a vida de Caim fala dos filhos da carne, cheios de autojustiça e rebelião, Abel e Sete estabeleceram um modelo para os filhos de arrependimento diante de Deus e fé em Jesus Cristo.
Cada pessoa nessa categoria teria que dizer: "eu sou quem sou pela graça de Deus", pois são os sujeitos eternos da graça de Deus.

ENOQUE E METUSALÉM (Gênesis 5.9-32? Hebreus 11.5-6). Enoque e seu filho Metusalém são dois personagens interessantes e importantes na Bíblia. Metusalém é o homem mais velho reportado na Bíblia. Viveu 969 anos, enquanto seu pai, Enoque, foi trasladado ou arrebatado por Deus quando tinha 365 anos, muito mais jovem do que a idade de qualquer homem registrado antes do dilúvio. Enoque significa "professor" e Metusalém significa "homem do dardo".
Quando Metusalém tinha 187 anos, nasceu seu filho Lameque. Quando Lameque tinha 182 anos, nasceu Noé. Quando Noé tinha 600 anos, veio o dilúvio. Somando as idades dos três, temos 969 anos, o que nos mostra que Metusalém morreu pouco antes do dilúvio e Lameque, o pai de Noé, morreu quando tinha 777 anos, apenas 5 anos antes do dilúvio. Foi profetizado nos dias de Metusalém que depois de sua morte viria a enchente ou o dilúvio.
Enoque é um personagem bíblico importante por duas razões. Primeiro porque andou com Deus (Hebreus 11.5 nos ensina que isso foi pela fé). Ele também é importante porque foi trasladado antes do dilúvio, que nem os homens de Deus que estarão vivos quando Jesus voltar e que serão arrebatados antes da tribulação. O pai de Enoque, Jerede, foi o segundo homem mais velho registrado na bíblia. Viveu 962 anos.
Metusalém foi um homem importante nos planos de Deus e aparentemente carregou a verdade da justiça e o julgamento de Deus, depois que Enoque (o professor) foi trasladado, até o dilúvio. Durante 120 anos viu a arca sendo preparada, mas fez o seu trabalho dado por Deus e morreu antes que o dilúvio viesse. Quando você considera quantos anos um homem vivia naquele tempo, da para imaginar quantos filhos tinham e quantas pessoas havia na terra. Até aqui, você deve ter lido o nome de 7 homens que viveram mais de 900 anos. Veja se consegue listá-los.
Os homens do tempo de Metusalém viviam treze ou quatorze vezes mais do que nós. Será que os animais também viviam tanto tempo? Se sim, que tamanho teriam os répteis (que crescem a suas vidas inteiras).

NOÉ, ANTES DO DILÚVIO (Gênesis 5.28 – 7.12). Vamos voltar na história. Havia passado 1.536 anos depois da criação de Adão. Adão já tinha morrido há 606 anos. Como os homens e mulheres viviam muitos anos e tinham muitos filhos e filhas, certeiramente havia milhões de pessoas sobre a terra. Essas pessoas desenvolveram civilizações avançadas, mas havia um problema terrível. Todos herdaram o pecado de Adão, que ele tomou para si no jardim do Édem. Tornavam mais pecadores continuamente e pensavam em coisas perversas todo o tempo, fazendo que a terra se enchia de violência.
Enquanto Deus olhou para essa cena má, disse, "Vou destruir toda a carne que existe sobre a terra com um dilúvio". Deus decidiu, porém, salvar algumas poucas pessoas para repovoar a terra. Deus estava planejado isso por gerações, e tinha um homem que Ele tinha guardado para essa tarefa ainda antes do seu nascimento, e tinha cuidado justamente para esse propósito. O nome desse homem era Noé. Deus cuidou que os antepassados de Noé tinham se casado apenas com a linhagem sanguínea de Sete. Então, Noé vinha de gerações puras, pois achou graça aos olhos de Deus.
Noé teve três filhos: Sem, Cão e Jafé. O plano de Deus era salvar esses quatro homens e suas esposas para povoar a terra depois do dilúvio. Então, Deus instruiu Noé a construir uma arca com madeira de gofer. Essa grande embarcação carregaria Noé, seus filhos e amostras de todos os animais que viviam sobre a terra, durante o dilúvio. A arca teria 137 metros, quase um quarteirão e meio. Teria 23 metros de largura por 14 metros de altura. Tão alta quanto um prédio de quatro andares.
Deus disse a Noé para começar a construção quando tivesse 480 anos, aproximadamente 20 anos antes de nascer seus filhos e disse-lhe que teria 120 anos para construir essa grande embarcação antes que o dilúvio viesse.
Quero repetir uma verdade que é óbvia nas Escrituras. Noé não recebeu graça por causa de seus feitos, mais ele os fez porque Deus tinha dado a Noé essa graça.
NOÉ E O DILÚVIO (Gênesis 7 e 8). Saltamos no tempo para 1.656 anos depois da criação de Adão. A terra estava repleta de violência por causa da iniqüidade do homem. Deus tinha avisado que destruiria a terra com um dilúvio, mas poucas pessoas creram nisso, porque nunca tinha chovido sobre a terra. A terra tinha sido molhada até então apenas por uma garoa.
Houve um homem chamado Noé que acreditou em Deus. Trabalhou durante 120 anos construindo um grande navio ou barco chamado arca, até que a concluiu. Noé tinha agora 600 anos e, certo dia, Deus disse: "Noé, pegue tua família e todos os animais como eu tenho ordenado e coloque-os na arca, porque daqui a sete dias mandarei um grande dilúvio". Então Noé foi trabalhar. Pegou catorze representantes de todos os animais e aves limpos, sete machos para sete fêmeas e os colocou na arca. Pegou também quatro representantes de cada animal não limpo e os pôs na arca, dois machos para duas fêmeas. Esse trabalho demorou sete dias e, quando terminou, Deus fechou as portas da arca e a selou.
Fora da arca os relâmpagos começaram a reluzir e o trovão começou a rugir. A chuva caiu em abundancia e a água subiu da terra. Havia água em todo lugar. A chuva caiu por quarenta dias e quarenta noites continuamente até que todas as montanhas estivessem cobertas e tudo na terra tivesse morrido. A terra ficou sob água por 150 dias, e depois a água começou a baixar.
Então, certo dia, Deus ordenou que a água começasse a secar, infiltrando-se na terra. Noé soltou um corvo e um pombo. O pombo retornou, então Noé sabia que havia ainda muita água para sair da arca. Na segunda vez, o pombo retornou com uma folha de oliveira. Na terceira vez, não retornou. Então Noé soube que a terra estava seca. Ao todo Noé ficou na arca um ano e dez dias.
Na opinião de muitos cientistas respeitados, a arca está preservada até hoje num cume de gelo sobre o Monte Ararate. Durante cinqüenta anos os governos comunistas se recusados a permitir a exploração, porém, mais de duzentas pessoas testemunharam terem-na visto.


SEM, CÃO E JAFÉ (Gênesis 9.1-10.8). Depois que o dilúvio terminou e a arca foi abandonada, Noé construi um altar e fez oferendas de animais limpos a Deus. Essas oferendas foram uma confissão simbólica do pecado de Noé e da sua fé de que um dia Deus mandaria Cristo para morrer por esse pecado. A verdadeira natureza pecaminosa de Noé é logo reconhecida, como veremos.
Nesse tempo Deus abençoou Noé e seus filhos, Jafé (o mais velho), Sem (o do meio) e Cão (o mais jovem). A eles foi dito o mesmo que a Adão, "Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra".
Foi-lhes dado domínio sobre todos os animais e permissão de matar e comer, mas foi-lhes avisado para não beber do sangue. Deus deu-lhes também a lei da pena de morte.
Depois disso, Noé plantou uma vinha, fez vinho e embebedou-se. Seu pecado trouxe grande tristeza sobre sua descendência, pois Cão pecou contra seu pai, durante a bebedeira. Isso trouxe uma maldição sobre Cão e sua descendência por todas as gerações vindouras.
Quando Cão olhou para a nudez de Noé e riu do seu pai velho, Jafé e Sem pegaram um cobertor e, andando de costas, cobriram-no. Noé então profetizou o julgamento de Deus sobre Cão. Disse que a descendência de Cão seja serva das descendências de Jafé e Sem (Gênesis 9.26-27). Cão teve 4 filhos. O mais velho se chamava Cuxe, que significa preto. Sua semente povoou a Etiópia. O segundo era Mizraim, que significa terra. Sua semente povoou o Egito. O terceiro filho era Pute, que significa um arco. Sua descendência povoou a terra dos fenícios e dos cananeus. Quando Noé disse que Canaã fosse amaldiçoada, não significava Canaã apenas, mas toda a extensão de Canaã, o filho mais novo de Cão, ou todos os filhos de Cão, até o próprio Canaã. Você pode ver da miséria em que essas nações se encontram hoje que isto é a maldição de Deus e que ainda esta se mantendo. Não podemos removê-la nem estamos autorizados a reforçar a miséria.

NINRODE E A TORRE DE BABEL (Gênesis 10.8-12; 11.1-9). Já se sabe sobre o Cão, sobre quem Deus pronunciou uma maldição. O filho mais velho de Cão era Cuxe. Cuxe teve um filho chamado Ninrode. Ninrode foi uma pessoa poderosa e muitas pessoas o seguiram, tendo-o como líder. Alguém poderia perguntar como podia haver tantas pessoas a seguir aquele que é apenas o neto de Cão. Mas, se você olhar a idade de Sem quando morreu e a idade com que seus filhos tiveram filhos, você pode ver que até Cão chegar a 600 anos e seu neto Ninrode chegar a quatrocentos ou mais, havia, apenas entre as descendentes de Cão, milhares de pessoas vivendo sobre a terra.
Ninrode era um homem como Caim. Escolheu unir-se a Deus e o céu pela obra das suas mãos, então propôs a construção de uma torre. Era para ser um lugar de adoração universal. O povo falaram todos a mesma língua e Ninrode raciocinaram que poderiam unir-se religiosamente e politicamente pela força. O trabalho que começaram (a torre de Babel) é uma das grandes maravilhas do mundo. Era colossal em tamanho, podendo ser comparada às grandes pirâmides do Egito ou do Velho México. Era para ser um lugar de adoração e idolatria. Mais tarde, essa cidade tornou-se Babilônia, que é um símbolo de tudo aquilo que é contra o povo de Deus. Muitos dos emblemas, estátuas e idéias que fazem parte de religiões hoje vieram da civilização idólatra de Ninrode. Até o livro de Apocalipse fala da Babilônia como símbolo da religião Satânica (Apocalipse 17).
O problema com a idéia de todos os homens juntarem seu governo, religião, língua etc. é que Deus não tolerará isso. Idéias de um mundo agrupado são de Satanás e não de Deus. Deus quer que os homens dependam Dele, e não de um a outro. Ele quer que O adoremos em espírito e em verdade, e não a estátuas, cruzes ou prédios. Por isso, Deus veio e confundiu a língua e, assim, não podiam entender uns aos outros. Sua obra parou e espalharam-se por toda a terra para povoá-la, como Deus lhes havia dito inicialmente.
Hoje em dia os homens ainda estão tentando chegar a um governo mundial e estabelecer uma religião mundial. Opor-se a esses esforços é perigoso, porem os cristãos devem resistir isso, sabendo que é de Satanás.

A CHAMADA DE ABRAÃO (Gênesis 11.10-12.20). É óbvio que Deus não planejou abençoar particularmente toda a espécie humana depois do dilúvio, pois amaldiçoou os filhos de Cão, especialmente Canaã (Gênesis 9.25-27). Ele também abençoou Sem (Gênesis 9.26). Podemos ver essa benção tomar forma em Gênesis 11.10, quando a idade e linhagem de Sem são mostradas como o de Sete. Tudo isso para se chegar a um homem depois de dez gerações a partir de Noé. Esse homem é Abraão, primeiramente chamado Abrão.
Abraão nasceu 292 anos depois do dilúvio e 58 anos antes da morte de Noé. Na opinião de alguns historiadores bíblicos, Noé tinha grande influência sobre Abrão. Se isso é verdade ou não, a verdade é que Deus sempre tinha um homem, sujeito a Sua graça, vivendo sobre a terra. A chamada de Abrão veio aproximadamente na época da morte de Noé, e está detalhada em Gênesis 12.1-4. Tinha recebido a chamada e deixou Ur dos Caldeus pouco tempo antes disso (Gênesis 11.31).
Deus disse a Abrão para deixar seus parentes porque não eram objetos dessa benção particular. Então Abrão tomou sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló, deixou sua casa e partiu para uma terra estranha chamada Canaã. Essa terra era povoada pelos descendentes de Canaã, filho de Cão. O plano de Deus era destruir esse povo em aproximadamente 430 anos, por causa do pecado deles, e dar a terra aos descendentes de Abraão.
Quando Abraão chegou à Canaã, Deus apareceu a ele e falou-lhe novamente sobre a grande benção que Ele tinha para o dar, através do seu filho. Abraão construiu altares enquanto viajou pela terra e adorava a Deus. Deus disse-lhe que toda a terra sobre a qual viajasse seria dada a seu filho e netos.
Entretanto, Abraão não foi sempre fiel a Deus. Houve escassez em Canaã e Abraão saiu e foi para o Egito. Lá, para sua própria proteção, negou sua mulher. Sara poderia ter sido roubado do Abraão e ter sido feito parte do harém do Faraó, mas Deus interveio e Abraão e Sara foram mandados de volta para onde deviam estar.
Não é grandioso saber que a mão de Deus guarda os seus, ainda quando afastarmos-nos do lugar do propósito divino?

A VIDA DE ABRAÃO (Gênesis 18.1-22). - (Os estudantes da Bíblia mais entusiasmados leiam Gênesis 13-18). Aprendemos sobre um homem chamado Abrão, como Deus o chamou e os grandes planos que tinha para ele. Muitas vezes, Abrão foi tolo e incrédulo, mas Deus é sempre fiel.
Abraão era rico assim como Ló, seu sobrinho. Tinham tantos rebanhos que houve problemas entre seus pastores, então se separaram. Abrão habitava na montanha e Ló mudou-se continuamente mais perto de Sodoma, uma cidade bastante perversa, até que chegou a viver nela. Certa vez foi capturado por um guerreiro perverso e Abrão foi e, com a benção de Deus, libertou Ló, mas Ló continuou a viver em Sodoma.
Depois disso, Deus apareceu outra vez para Abraão e o relembrou de todas as promessas que ele tinha recebido de Deus. Em vez de confiar e esperar unicamente no Senhor, Abrão e Sarai inventaram um plano maldoso para ter um filho. O plano realizar-se com o uso impróprio de Agar (serva de Sara). Agar teve um filho de Abrão. Esse filho foi chamado Ismael, e foi o desejo de Abrão que Deus abençoasse Ismael, e que as promessas viriam através dele. Entretanto Deus recusou-se a fazer isso e relembrou Abrão de que Sarai deveria ter um filho e que, somente através desse filho, Isaque, viria a benção. Podemos aprender de tudo isso, que Deus tem Seus meios de fazer as coisas e que nunca as faz de outra maneira. Em vez de Ismael tornar-se o abençoado, como Abrão desejava, tornou-se uma grande nação e é uma maldição para a verdadeira semente de Abrão ainda hoje. Depois disso Deus apareceu a Abrão, cujo nome foi mudado, por Deus, para Abraão. O nome de Sarai também foi mudado para Sara. Abraão tinha aproximadamente 100 anos e Sara, 90. Relembre-se de que a expectativa de vida está diminuindo continuamente por causa do pecado e da enfermidade, e a idade para se ter filhos agora vai dos 25 aos 70 anos. Mas Deus diz que agora é o tempo. Em menos de um ano Sara terá o filho prometido. Abraão e Sara podiam regozijar-se muito no Senhor agora pela benção que esperava há anos, e pela qual até pecaram, mas que agora vinha através do poder e graça de Deus.
LÓ (Gênesis 18.16-19.38). Lembre-se de que, quando Abraão deixou Ur dos Caldeus, terra da sua infância, levou consigo seu sobrinho Ló. Enquanto Abrão foi um cristão submisso e exemplar, andando com Deus, Ló foi um exemplo de um cristão teimoso, obstinado, vivendo na mundanidade. Sabemos que Ló foi um homem salvo (Gênesis 18.23 e II Pedro 2.6-9). Pedro nos ensina que os sodomitas enfraqueceram-no e torturaram-no espiritualmente, pela suas vidas perversas. Porém, por causa do seu amor ao ganho mundano, continuou a viver em Sodoma. Foi para Sodoma por causa do pasto bom que havia na região para o seu gado (Gênesis 13.10-12) e, apesar de sua perversidade espiritual, ele ficou.
No mesmo dia em que Deus falou a Abrão e Sara na planície de Manre, revelou a Abraão que Sodoma, Gomorra e as cidades perversas da planície seriam destruídas. Abraão lembrou os anjos de Ló e orou para que ele pudesse ser poupado. Dois dos anjos que apareceram como homens foram então a Sodoma. Passaram a noite na casa de Ló e revelaram-no que Deus destruiria a cidade. Disseram a Ló para pegar sua família e deixar o lugar imediatamente, então Ló saiu para falar com seus filhos e filhas que eram casados e com seus maridos e esposas. É triste dizer, mas Ló tinha vivido nesse lugar vil a tanto tempo sem lhes falar sobre Deus, pareceu-lhes um zombador e recusaram-se a ir com ele.
Na manha seguinte os anjos tomaram Ló, suas duas filhas solteiras que viviam com ele e sua esposa e forçou-os a sair da cidade. Deus então enviou fogo e enxofre sobre a cidade, destruindo-a. Ló foi forçado a deixar sua casa, gado e riqueza que, por amá-los tanto, afastou-se do comando de Deus. Teve que deixar também o restante de sua família para perecer em Sodoma. Ló morreu sendo um homem derrotado. O custo da vida mundana é muito alto. Isso deve ser uma lição para nós. (Veja Lucas 9.23-25).

ISAQUE (Gênesis 17.15-18, 18.9-15, 21.1-11). Isaque é um personagem muito importante nas Escrituras. Nasceu de Abraão e Sara quando Abraão tinha aproximadamente 100 anos e Sara, 90. Isaque foi importante porque era o servo escolhido de Deus através de quem Deus abençoaria toda a semente espiritual de Abraão, no futuro. Seu próprio nascimento foi um milagre. Sua mãe, Sara, era estéril, mas Deus efetuou um milagre e ela deu a luz a Isaque. Lembre-se de que Abraão pediu Deus para trazer a benção através de Ismael, filho de Agar, mas Deus recusou-se a dar, tendo escolhido Isaque.
Quando Isaque tinha aproximadamente 20 anos, Abraão, sob a ordem de Deus, ofereceu Isaque como sacrifício ao Senhor sobre o monte Moriá. Deus, entretanto, interrompeu o sacrifício quando Abraão provou que realmente iria em frente com o sacrifício e disse a Abraão oferecer um carneiro em vez de Isaque. Isaque, um jovem forte, foi obediente a seu pai idoso, ainda diante essa morte. Esse é o modo como Jesus comportou-se na cruz por nós, sendo obediente até a morte na cruz.
Isaque, além de ser um símbolo de Jesus Cristo, é um símbolo do homem salvo, do novo homem em Cristo Jesus (2Coríntios 5.17). Deus não usa o primeiro nascimento, o homem natural (como Ismael), mas, como nos disse, "Vos é necessário nascer de novo." (João 3.3) É o homem que nasceu de novo que Deus sempre usa e quem tem escolhido para abençoar.
Quando Isaque tinha 40 anos, Deus deu-lhe Rebeca como esposa e aproximadamente 20 anos mais tarde ela deu a luz a dois filhos: Esaú e Jacó. Esaú era o favorito de Isaque, mas Deus havia escolhido Jacó, portanto, apesar do desejo de Isaque, passou a benção de Abraão para Jacó.
Isaque chegou a viver 180 anos. Era muito rico porque Abraão tinha passado quase toda sua riqueza para Isaque. Isaque, como seu pai Abraão, não foi sempre fiel, mas era basicamente cedido para Deus. Então, cumpriu o propósito de Deus em sua vida e Paulo diz, em Gálatas 4.28, que nós, assim como Isaque, somos filhos da promessa. Você é como Isaque ou Ismael?
Se você é como Isaque (filho de uma mulher libertado - Gálatas 4.22-31) é unicamente porque você nasceu de novo (nasceu do alto - João 3.3).

ESAÚ (Gênesis 25.19-24, 27.1-46). Quando estavam casados há mais de 19 anos e não tinham nenhum filho, Isaque ficou oprimido e orou sobre a questão (Gênesis 25.21). Deus abençoou Isaque e Rebeca e deu-lhes gêmeos. Os garotos foram chamados Esaú e Jacó (naquela ordem). Nasceram 20 anos depois do casamento de Isaque. Esaú, o mais velho, é o assunto desta lição.
Em alguns aspectos Esaú era como Caim, o primeiro assassino. Em outros aspectos era muito diferente. Enquanto Caim matou seu irmão (Abel) sem razão, Esaú jurou matar seu irmão por uma injustiça (Gênesis 27.41), mas, vindo a oportunidade, arrepende-se e não fez nenhum mal a Jacó (Gênesis 33.4). Podemos ver em Esaú um homem comparativamente bom e de moral, porém alguém sem nenhuma percepção ou convicção espiritual.
Esaú era um caçador astuto (Gênesis 25.27) e foi aparentemente um provedor bem sucedido para sua casa (Gênesis 33.1,9). Foi muito amado por seu pai (Gênesis 25.28) e parece que Esaú o amou de volta (Gênesis 27.30-32). Por outro lado, parece ter nenhumas convicções espirituais. Não deu valor a seu direito de primogenitura, à posição de primeiro filho. Ele a vendeu por uma porção de guisado. Por isso, Paulo refere-se a ele como sendo uma pessoa profana (Hebreus 12.16). Esaú olhou para seu direito de primogenitura com a razão, e não com fé, e, por isso, desejou vendê-la tão barato (Gênesis 25.27-34). Parece que a perda da benção de Esaú foi o resultado da venda de seu direito de primogênito (Hebreus 12.16, Gênesis 27.34).
Independentemente de como vemos Esaú (moral ou imoral, honesto ou desonesto), devemos vê-lo como uma figura do homem natural. Seus feitos, sejam quais forem, são da sua própria direção e não do comando de Deus. Essa é a posição natural de todo homem que está sobre a terra. É por essa razão que Jesus disse: "Vos é necessário nascer de novo" (João 3.3). Jacó, em contraste com Esaú, ilustra o segundo nascimento.

JACÓ (Gênesis 28-29) - (Estudantes mais sérios deveriam ler até o capítulo 33). Depois de obter a benção astuciosamente, Jacó foi forçado a fugir da terra de Canaã para escapar a morte. Deixou sua casa e foi a Padã-arã para a casa de Labão (seu tio) para conseguir uma esposa. Enquanto viajava, passou uma noite muito especial num lugar que mais tarde veio a ser chamado Betel e que viria a ter um papel muito importante em sua vida. Naquela noite, enquanto dormiu, teve um sonho no qual era uma visão de uma escada que chegava ao céu, com anjos subindo e descendo. Em reação a essa experiência, Jacó fez votos muito importantes (Gênesis 28.18-22). Nem sempre manteve esses votos, mas eles tiveram grande efeitos sobre ele.
Quando chegou na cidade de Labão, imediatamente encontrou Raquel e a amou à primeira vista. Negociou com o pai dela trabalhar 7 anos para obtê-la. Terminado esse prazo, Labão deu-lhe Lia (a irmã mais velha de Raquel) em vez de Raquel. Será que Jacó estaria colhendo o que semeou? Depois disso, Jacó trabalhou outros 7 anos para obter Raquel e ainda outros 7 anos por muito gado e rebanho.
Depois disso, deixou Padã-arã para retornar a Betel. Agora tinha 11 filhos e muitas propriedades, mas não o que poderia ter se tivesse recebido a benção do jeito de Deus em vez de agarrar a benção. Isaque foi um homem rico e Jacó era o principal herdeiro de sua riqueza.
Enquanto Jacó chegava mais próxima a sua terra natal, seu coração encheu-se de temor do seu irmão. Enquanto planejava e esquematizava certa noite, um homem (anjo) de Deus veio e contendeu com Jacó. Em sua teimosia Jacó combatia com força, mas, assim que chegou a noite, o anjo fez que Jacó ficasse sem ação e dependente. Enquanto Jacó agarrava-o humilde e dependentemente, foi abençoado por Deus e seu nome foi alterado. Andou mancado até a morte, mas, agora, dependente, não é mais Jacó o enganador, mas Israel "príncipe de Deus" (Gênesis 32.24-28).
Essa posição teve início com a escolha de Deus por Jacó. (Romanos 9.11-13). Foi efetuada pela graça persistente de Deus sobre ele.

OS DOS DOZE FILHOS DE JACÓ (Gênesis 37; 44.1-45.10). Em Padã-arã Jacó casou-se com duas esposas, Lia e Raquel. Cada uma dessas esposas possuía servas. A serva, ou empregada, de Lia chamava-se Zilpa e a serva de Raquel, Bila. Ambas servas tornaram-se concubinas de Jacó, o que quer dizer que lhe deram filhos legítimos. Não devemos ver isso como a vontade de Deus, pois, apesar de ser uma pratica da época, Deus nunca pretendeu que os homens tivessem concubinas ou mais de uma esposa (Mateus 9.4-6). Podemos agradecer a Deus por, pelos séculos, usar homens para fazer sua obra apesar da natureza e práticas pecaminosas deles.
Jacó teve doze filhos, nascidos na seguinte ordem: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim. Esses homens são muito importantes porque são basicamente os pais das doze tribos de Israel.
Jacó era parcial para José e José era favorecido por Deus com visões e revelações de Deus. Por isso, José foi invejado e odiado por seus irmãos. Um dia, quando José saiu para ver o que seus irmãos mais velhos estavam fazendo com os rebanhos no campo, conspiraram matá-lo. Deus, porém, interveio e venderam José a mercadores medianitas, invés de matá-lo. Depois, medianitas venderam-no como escravo a Potifar (o capitão da guarda do faraó egípcio). Que crime terrível! Pense em como aqueles homens eram sem coração e impiedosos o suficiente para vender seu próprio irmão.
Deus não estava dormindo durante tudo isso, mas escolheu usar o pecado deles para seu próprio bem e para a execução de Seu plano. Muitos anos mais tarde, esses mesmos dez homens, que haviam vendido seu irmão, foram ao Egito comprar milho durante um período de escassez. Lá encontraram seu irmão José. Depois de duas viagens, apresentou-se a eles e os mandou para casa para buscar Jacó, seu pai. Toda a família mudou para o Egito, onde foram salvos da escassez. A família de Jacó viveu no Egito por aproximadamente quatrocentos anos a partir de então.

JOSÉ (Gênesis 39-41). José foi o décimo primeiro filho de Jacó. Porém, o que fez dele tão importante foi ter sido um servo escolhido do Senhor. Como de costume, Satanás vive ao redor dos filhos de Deus tentando causar-lhes problemas. Aqui ele usou a mulher de Potifar (uma mulher má) para tentar destruir José. Quando José refutou pecar com ela, ela mentiu e afirmou a Potifar que José tinha pecado contra ele. Então Potifar colocou José na prisão.
Isso não mudou os planos de Deus para José, Deus estava com ele na prisão e usou esse aprisionamento para colocá-lo na casa do Faraó. Na prisão, estavam juntamente com José, o padeiro e o mordomo do Faraó. Cada um deles teve um sonho interpretado por José. O padeiro seria enforcado a o mordomo voltaria a sua posição. José disse ao mordomo que se lembrasse dele junto a Faraó. Durante dois anos o mordomo não se lembrou de José, então, na hora certa, quando o Faraó teve um sonho, o mordomo se lembrou de José, o revelador de sonhos. José foi, então, levado ao Faraó e interpretou o sonho do Faraó, prenunciando 7 anos de abundância e, logo após, 7 anos de fome. Isso permitiu ao Faraó abastecer os depósitos de grãos do Egito durante os 7 anos de grande produção. Devido ao conselho sábio (divino) de José, foi-lhe dado a responsabilidade de cuidar dos depósitos de grãos, e promovido a governador de todo o Egito. Isso resultou na salvação de toda a casa de Jacó.
Você se lembra da lição anterior, em que José levou seus irmãos e seu pai a Egito durante o tempo de fome. Por causa de José ser um excelente governador, sua família foi altamente honrada, recebendo a terra de Gósen para viver.
Quando José morreu, mencionou que um dia Deus resgataria a casa de Israel do Egito e deu ordens para que, quando esse resgate viesse, seus ossos fossem levados e enterrados em Canaã. Isso aconteceu muitos anos mais tarde.

ANRÃO E JOQUEBEDE (Êxodo 1.1-2.10; 6.20). As pessoas dessa lição não são personagens bíblicos muito conhecidos, mas são notados por causa de uma obra. Há duas coisas que fazem que seus atos sejam memoráveis. Primeiro ? A punição de manter um filho varão vivo e, segundo ? O fato de que fizeram isso pela fé. É isso que os coloca no grande hall da fé em Hebreus 11.
Conforme saímos do livro de Gênesis (começos) e entramos no livro de Êxodo (a saída), rememoramos e relembramos a magnificência de José no Egito e o respeito que isso atribuiu a ele e sua família, a casa de Israel. Entretanto, José tinha morrido, assim como os Faraós do seu dia e levantou-se um novo Faraó (rei) sobre o Egito que não conhecia José.
Esse Faraó,em vez de ver a companhia da benção de Israel, viu neles uma ameaça. Conforme os israelitas cresciam em numero e riqueza, pensava "se isso continuar, nos seremos os servos e eles os senhores". Sendo assim, o novo Faraó fez um decreto dizendo que todos os filhos homens deveriam ser mortos ao nascer.
Foi nesse tempo que Anrão e Joquebede tiveram Moisés. De certa forma perceberam que era uma criança especial, para quem Deus tinha um plano. Acreditaram que Deus era capaz de protegê-lo e proteger-lhes e, por isso, esconderam-no. Depois de três meses, quando ele já era grande e barulhento demais para ficar escondida, sua mãe fez uma arca (uma pequena cesta flutuante) de junco (bambu), pôs Moisés dentro e a colocou no rio. Agora estava sob os cuidados de Deus e, como sempre, Deus fez uma obra maravilhosa.
A filha do Faraó foi ao rio banhar-se e, lá, encontrou o bebê Moisés. Em vez de matá-lo, de acordo com o decreto do rei, ouvindo-o chorar, teve compaixão. Agora quem foi escondida próxima senão Miriã, a irmã de Moisés. Ela propôs arranjar uma criada para criar Moisés e quem você pensa que arrumou? Isso mesmo, a mãe de Moisés. Ela criou seu próprio filho para o Senhor, sob o custeio do Faraó. A fé traz bênçãos.

ARÃO (Êxodo 4.10 e 27-31; 5.1-23; 32.1-6). Arão foi um homem escolhido por Deus. Era o filho mais velho de Anrão e Joquebede, da tribo de Levi. Era três anos mais velho que Moisés mas foi escolhido por Deus para ser assistente de Moisés. Durante o Êxodo (saída do Egito), Arão deveria ser o porta-voz de Moisés. Depois da lei ter sido entregue e o Tabernáculo construído, devia ser o sumo sacerdote. Arão e sua esposa, Eliseba, tiveram quatro filhos: Nadabe, Abiu, Eleazar e Itamar. Esses filhos também iriam servir no sacerdócio.
Arão, assim como sua irmã (Miriã), não foi sempre obediente a Deus. Você deve se lembrar da maneira como participou da rebelião com Miriã, em Números 12. Foi também culpado por um terrível pecado, em Êxodo 32. Moisés tinha ido para as montanhas para receber instruções de Deus. Enquanto ia, o povo veio a Arão e pediu-lhe que lhe fizesse deuses visíveis, ídolos tangíveis. Ao invés de repreender-lhes, Arão fez-lhes um bezerro de ouro. Tomou o bezerro e construiu um altar diante dele, declarando um dia de festa no qual o povo comeu, bebeu e dançou nu diante do bezerro (Êxodo 32.25). Que pecado terrível! Deus ficou tão irritado que ordenou que homens da tribo de Levi empunhassem suas espadas e matassem seus companheiros israelitas. Três mil homens israelitas morreram naquele dia. Às vezes o povo pensa que os líderes de Deus são muito severos, mas isso nos mostra o grande perigo que vem quando eles não estão sendo rigorosos o bastante.
Os dois filhos mais velhos de Arão, Nadabe e Abiú, fizeram um ato religioso idólatra em Levítico 10.1, oferecendo a Deus fogo que não era do altar, e Deus os matou. A lição que deveríamos aprender daqui é que é um grande privilégio ser escolhido de Deus, mas que é muito perigoso não fazer as coisas do jeito de Deus.

MOISÉS E SUA CHAMADA (Êxodo 2.11-3.22) - (Estudantes sérios estudam também o capítulo quatro de Êxodo). Deus tinha planos para Moisés bem antes que ele nasceu. Isso pode ser facilmente visto por meio das coisas que Deus fez em seu nascimento para preservar sua vida, assim como tê-lo criado como neto do Faraó e herdeiro do trono do Egito. Deus tocou o coração de Moisés de modo que tinha mais preocupação com seu povo (os Hebreus) do que ambição pelo trono do Faraó. Isso pode ser visto quando Moisés salva a vida do escravo hebreu e mata o egípcio. Êxodo 2.11 e 12.
Assim como o Senhor Jesus quando lhe foi oferecido os reinos do mundo por Satanás (Lucas 4.5-8), Moisés, tendo o trono do Egito disponível, escolheu tornar-se um desterrado para o bem do seu povo (Hebreus 11.24-26). Assim como Jesus, Moisés foi rejeitado pelo seu povo, os hebreus. Abandonou o Egito e foi para as terras de Midiã. Lá, encontrou as sete filhas de Jetro. Moisés chegou a ser o amigo deles, depois de ajuda-los quando alguns pastores os estavam maltratando. Então Moisés habitou com Jetro e pastoreou seu rebanho. Jetro deu a Moisés sua filha Zípora por esposa.
Certo dia, ainda nessa terra deserta, Moisés viu um arbusto queimando e não sendo consumido. Virando de lado para observar essa estranha visão, ouviu a voz de Deus falando com ele e chamando-o para a grande obra de conduzir Israel para fora do Egito. Moisés teve muito temor e muitas questões, o que o levou a relutar a obedecer a Deus. Moisés perguntou, quem digo que me enviou, desde que não vão acreditar na minha autoridade? Deus disse-lhe, diga-lhes "o EU SOU te enviou". Isso expressa a eterna existência e onipotência de Deus. Moisés disse, "mas não sou um bom orador." Deus disse, "Arão, seu irmão, o é, farei dele a sua boca." Então Moisés tomou sua esposa e filhos e foi para o Egito. No caminho encontrou seu irmão Arão e começaram o trabalho de conduzir Israel para fora do Egito. Nesse tempo Moisés tinha 80 anos e Arão, 83.
MOISÉS DIANTE DO FARAÓ (Êxodo 7; 12.29-33 ). Quando Moisés tinha 80 anos, 40 anos depois de ter abandonado o Egito e ir para Midiã, voltou e compareceu diante do Faraó com seu irmão Arão. A mensagem de Moisés em nome de Deus para o Faraó era simples, "permita que Israel deixe de servi-lo, porque devem servir a mim (o Senhor)". A resposta do Faraó foi hostil e blasfemadora. "Não conheço o Senhor, nem permitirei que o povo deixe de ser meu escravo".
Deus tinha alertado Moisés que essa seria a resposta do Faraó e disse-lhe o que fazer quando o Faraó se recusasse. Então Moisés e Arão iniciaram uma serie de milagres. Arão lançou seu bastão no chão e ele virou uma serpente. Os mágicos do Faraó fizeram o mesmo. Seus bastões viraram serpentes, mas a serpente de Arão engoliu as deles. Depois disso, transformaram a água do Egito em sangue e depois encheram a terra de sapos e piolhos. Mas nenhuma dessas três pragas mudou o coração do Faraó para a obediência. Depois, então, a terra encheu-se de moscas, depois adoeceu o gado e as ovelhas e furúnculos tomaram conta dos egípcios. Ainda assim não houve arrependimento. Depois, ainda, Deus mandou chuva e pedras de granizo, destruindo plantas, árvores e animais, como também pessoas. O Faraó prometeu então a liberdade, mas, quando a tempestade passou, recusou-se permitir que se fossem. Deus enviou gafanhotos para comer a colheita e a praga de uma escuridão profunda. Com tudo isso, o Faraó não se arrependeu.
Deus, então, deu a Moisés instrução para a instituição da páscoa em Êxodo 12. Disse-lhe que o anjo da morte passaria pelo Egito à meia noite e o primogênito de cada família morreria. Os israelitas deviam aspergir o sangue do cordeiro nas umbrais das suas portas, assim o anjo da morte passaria por cima eles. Isso foi feito e tudo aconteceu segundo a Palavra de Deus. Naquela noite o Faraó enviou Moisés e todos os israelitas para fora das terras do Egito, incluindo todo seu gado, ovelhas e pertences. Os egípcios também deram ao povo de Israel muitas jóias e bens pessoais.
Dentre as muitas lições que podemos aprender desse confronto com homens de Satanás, a verdade é que Satanás opera milagres e sempre tenta fazer que seus feitos se pareçam com os de Deus o máximo possível. Fazia isso através dos mágicos e ainda faz hoje
MOISÉS, GUIA DE ISRAEL (Êxodo 19.14-25; Números 20.1-13; Deuteronômio 34.1-12). Depois do anjo da morte ter passado pelo Egito, matando todos os primogênitos, o Faraó disse a Moisés para pegar Israel e deixar a terra, e assim a viagem começou. Por causa da grande libertação, Moisés se tornou grande aos olhos de Israel. Porém, logo depois, o Faraó mudou de idéia e saiu para procurá-los. O povo então se manifestou contra Moisés e o acusou de por suas vidas e as vidas de seus filhos em risco. Moisés os instruiu a serem calmos, quietos e a olhar para a salvação de Deus. Foi exatamente isso que viram quando Deus abriu o Mar Vermelho e os israelitas atravessaram o chão seco. Quando os egípcios tentaram atravessar, o mar se fechou e todos pereceram.
Uma coisa que marcou profundamente o ministério de Moisés foi que ele ouviu Deus e seguiu Deus. Nos anos seguintes, Israel rememoraria e se regozijaria com Moisés prometendo ser fies a ele. Mas nem sempre isto aconteceria. Resistiam Moisés continuamente, falavam mal dele, contendiam com ele e ameaçavam apedrejá-lo até a morte. Moisés permaneceu fiel, recebeu a lei de Deus e instruiu Israel nela. Recebeu instruções sobre o Tabernáculo e o construiu adequadamente. Instituiu o Sacerdócio Levita segundo o divino plano de Deus e todo o tempo conduziu Israel com os olhos em Deus e mão firme sobre o povo rebelde e desobediente.
Entretanto, Moisés nem sempre obedeceu. Lembra-se de uma vez em que Deus disse-lhe para falar à rocha (em fé) e Moisés golpeou a rocha (obras). Por isso não foi permitido que o próprio Moisés conduzisse Israel até a terra prometida.
Há uma grande doutrina bíblica expressa na inabilidade de Moisés conduzi-los até Canaã. Moisés representa a lei que nunca pode conceder descanso, porque sempre mostra o pecado. Josué os conduzirá até lá porque representa Cristo, o único que pode nos dar descanso.
Sua fé está na obediência à lei ou na graça de Deus? Se você está confiando em suas obras, nunca entrará na santa presença de Deus.

JOSUÉ (Josué 1.1-18, 24.1-33). O livro de Josué não conta à história da vida de Josué, mas sim o de Deus doando a terra prometida a Israel. Josué é um homem de fé, mas não de reputação. Era ministro ou servo de Moisés. Não há muitos homens desse calibre, mas Deus tem uma grande obra para aqueles que existem. Josué não era um homem de impor-se ou insistir sobre seus direitos, era servo de Moisés. (Josué 1.1). Em todos os livros Êxodos, Números e Deuteronômio você encontra Josué sendo comandado e nunca respondendo com insolência. O primeiro registro de Josué comandando está em Josué 1.10.
Era um homem de fé, e em Cades Barnea, quando Moisés enviou espiões à terra, voltaram com um relatório ruim. Dez dos doze espiões disseram, "São gigantes (os cananeus) e somos gafanhotos". Josué e Calebe deram um relatório que expressava fé em Deus. Disseram, "Vamos e obtenhamos a terra, porque somos bem capazes de possuí-la". Números 14.6-9.
Josué era esse tipo de homem em seu ministério. Encorajou e exortou quando foi necessário, mas podia, ao comando de Deus, com igual determinação, executar e matar um servo companheiro. Lembre-se que fez isso (Josué 7.16-26).
Quando Moisés morreu, Deus chamou Josué para tomar seu lugar. Josué conduziu os filhos de Israel além do rio Jordão nas terras de Canaã. Conduziu-os, sob a direção de Deus, a uma vitória inacreditável sobre Jericó. Quando a derrota foi experimentada em Ai, Josué expurgou a causa do pecado, procurando Acã e executando-o. Conduziu Israel vitória após vitória sobre os cananeus. Então dividiu a terra entre eles de acordo com as tribos e famílias como Deus havia instruído.
Um grande tributo a qualquer líder encontra-se referente ao ministério de Josué e seus efeitos sobre Israel em Josué 24.31. "Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram muito tempo depois de Josué".

CALEBE (Números 13.1-14.12; 26.64,65; Josué 14.6-15). Calebe é um homem da história porque foi um homem de fé. Quando tinha 40 anos, foi escolhido para representar sua tribo Judá e ir espiar as terras de Canaã. Havia 12 homens escolhidos, um de cada uma das tribos de Israel. Partiram de Cades Barnea, passaram Hebrom e chegaram ao riacho de Escol, lá apanharam um cacho de uvas tão grande que precisou ser carregado em um mastro por dois homens, sendo o tempo das primeiras uvas maduras. Levaram também romãs e figos quando retornaram, 40 dias depois de vascular a terra.
Quando os 12 homens retornaram, mostraram o fruto da terra e disseram "É uma terra boa, onde emana leite e mel, mas não podemos ir e possui-la, como disse o Senhor. Está cheia de gigantes, e somos gafanhotos comparados a eles".
Havia ainda esse grande homem chamado Calebe que acalmou o povo e disse, "Vamos em frente e a possuamos porque somos capazes". Obviamente Calebe estava confiando na Palavra de Deus enquanto os outros homens estavam olhando apenas para os obstáculos. Houve apenas um homem que concordou com Calebe. Era um homem da tribo de Efraim chamado Oséias. Moisés o chamou Josué e esse é o nome pelo qual é conhecido.
Bem, tragicamente os filhos de Israel acreditaram nos homens de fraca fé mais do que em Calebe e Josué. O povo passou a noite chorando e dizendo que desejavam ter morrido no Egito ou no deserto. Disseram, "Vamos apedrejar Moisés, Arão, Josué e Calebe até a morte e apontar outro líder para conduzi-los de volta ao Egito."
Deus ficou muito bravo com essa incredulidade e rebelião e, por isso, disse que deixaria Israel no deserto até que cada um dos homens adultos, exceto Josué e Calebe, morressem e, então, colocaria seus filhos na terra prometida. Por causa da fé de Calebe, 45 anos mais tarde recebeu a montanha que tinha espionado.
Somos cristãos como Calebe ou somos como os descrentes israelitas? Quando Deus fala, devemos acreditar nEle sem reservas e agir segundo Sua Palavra.

ACÃ (Josué 6.1-7.26). Quando Josué começou a conduzir Israel, atravessaram o rio Jordão durante o tempo de cheias. Atravessaram no chão seco, com uma parede de água sobre eles como a que tinham atravessado no Mar vermelho. Deus os instruiu a marchar em volta da grande cidade de Jericó. Essa cidade não poderia ser abatida por forças militares, mas Deus a deu a eles sem sequer uma batalha. Os muros caíram, os israelitas entraram, mataram o povo perverso e se apossaram do tesouro da cidade. Deus disse-lhes que o tesouro era sagrado a Ele e para eles amaldiçoado e Ele os mandou a não tocá-lo.
Como sempre havia um homem que não queria obedecer a Deus. O nome desse homem era Acã. Roubou uma peça do vestuário babilônica, 200 moedas de prata e uma cunha de ouro, pesando 50 moedas. Acã se apossou dessas coisas por causa de sua cobiça e as escondeu na terra, no meio de sua tenda. Seguramente pensou que ninguém saberia sobre isso, mas Deus sabia.
Por causa do pecado de Acã, Deus julgou Israel. Foram para uma segunda cidade a fim de conquistá-la, uma cidade muito menor e muito mais fraca que Jericó. Entretanto, Deus não os abençoou dessa vez e fugiram de diante dos seus inimigos e 36 israelitas foram mortos. Josué, como um qualquer líder deve durante uma hora dessas, pôs sua face no chão para orar. Deus, entretanto, disse-lhe para levantar-se, porque Israel não seria abençoada até que o pecado de Acã fosse identificado e resolvido.
Josué então reuniu Israel pelas tribos e famílias até que Deus revelasse a Josué quem era o homem culpado. Quando Acã foi descoberto, confessou a extensão do seu pecado e disse-lhes onde estava o tesouro. Seguindo a direção de Deus, Josué levou Acã, sua esposa, filhos e todos os seus animais para o vale de Acor e os apedrejou até a morte e depois os queimou. Deus usou essa forte medida para mostrar ao povo o quão errado era o pecado e os seus grandes efeitos. Depois que o pecado foi expurgado, Israel foi de encontro a Ai e teve uma grande vitória.

GIDÃO (Juízes 6-8). Depois da vitória de Débora e Baraque, Israel teve paz por quarenta anos, mas novamente voltou-se contra Deus a favor de ídolos; então Deus os entregou à opressão dos Midianitas. Imploraram a Deus e Ele mandou um profeta para lembrá-los de Sua contínua libertação e do freqüente pecado cometido por eles. Depois, enviou um anjo para falar a um homem a quem usaria para libertar e julgar Israel. Esse homem era Gideão, filho de Joás, da tribo de Manassés.
Gideão não podia acreditar que Israel seria salvo por ele, então pediu um sinal do anjo e o anjo produziu fogo de uma pedra para consumir uma oferenda que Gideão havia preparado. Gideão pediu e recebeu dois outros sinais de Deus antes que finalmente fosse fazer a tarefa para a qual Deus o havia chamado.
Gideão agrupou trinta e dois mil homens para a batalha, mas Deus disse: "isso é muito, o povo se orgulhará de sua própria vitória". Então, Gideão disse a todos que estavam com medo para voltar para casa e vinte e dois mil retornaram. Deus disse que dez mil ainda era muito e ele organizou outro prova, pelo qual desqualificou todos, exceto trezentos dos homens de Gideão. Você pode ler isso em Juízes 7.5-9.
Deus não armou esses trezentos homens com espadas, senão com tochas, jarros e trombetas. As tochas foram colocadas dentro dos jarros. Naquela noite, rodearam as terras dos Midianitas e quebraram os jarros, deixando as tochas brilharem. Sopraram suas trombetas e gritaram, e os perversos Midianitas ficaram amedrontados. Voltaram-se uns contra os outros, matando seus companheiros de armas e fugiram das trombetas e das tochas. Com isso, Deus destruiu os Midianitas por intermédio de Gideão. Mas não houve um longo período até que os israelitas propensos ao pecado se voltassem novamente contra Deus. Veja Juízes 8.24-27.
Sejamos atentos ao perigo de engrandecer homens. Não importa qual seja nosso intento, isso geralmente se transforma em idolatria e tanto o ídolo quanto o idólatra são punidos por isso, como foram Gideão e Israel. Observe as últimas palavras de Juízes 8.27: "e foi por tropeço a Gideão e à sua casa".

SANSÃO (Juízes 13.1-5 e 13.24-16.31). Provavelmente, o mais interessante e, certamente, o mais conhecido dos Juízes de Israel foi um homem chamado Sansão. Julgou Israel por apenas vinte anos, mas, durante esse período, seus feitos foram tão numerosos e espetaculares que toda criança sabe alguma coisa de Sansão.
Antes mesmo que Sansão tivesse nascido, Deus revelou a sua mãe e pai que era eleito para libertar Israel da opressão dos filisteus. A principal frase acerca da vida e da obra de Sansão é "O espírito de Deus veio sobre ele".
Ainda enquanto era jovem, o espírito de Deus movia-o de tempo em tempo - (Juízes 13.25). Quando ficou adulto, foi atacado por um leão. Pelo poder de Deus, Sansão literalmente dilacerou o leão apenas com suas mãos - (Juízes 14:5 e 6). Logo depois disso, matou, sozinho, trinta filisteus - (Juízes 14.19). Provavelmente, o evento mais memorável de sua vida foi quando amarraram-no com cordas e entregaram-no aos filisteus. O espírito de Deus veio sobre ele, que quebrou suas algemas, e, pegando a queixada de um jumento, matou mil filisteus armados.
Sansão, entretanto, não era um homem de obediência a Deus, era freqüentemente teimoso e mundano. Isso o conduziu a muitos problemas. Fez más companhias e associou-se com mulheres de tipo errado. A mais conhecida dessas mulheres foi Dalila. Sansão a amou, mas a lealdade dela pertencia aos filisteus e ela estava determinada a entregar-lhes Sansão. No princípio, Sansão não lhe disse que seu poder assentava-se no espírito de Deus, através dos sete cachos de seu cabelo. Mas, a associação mundana gasta a resistência do povo de Deus e, finalmente, disse-lhe. Ela cortou seu cabelo e ele foi entregue aos filisteus. Arrancaram-no os olhos e fizeram-no escravo. Deus ainda usou Sansão, pois seu cabelo cresceu de volta e ele demoliu o grande salão de banquete sobre si e milhares de filisteus, servindo a Deus mais na morte do que na vida.
ELI (I Samuel 1.3, 2.11-36 e 4.1-22). Eli foi um sacerdote e um dos juízes de Israel. Julgou Israel por 40 anos. Do que sabemos, foi um bom sacerdote e um bom juiz. Entretanto, possuía um problema que o levou à tristeza; tinha dois filhos que eram perversos, Hofni e Finéias. Não só eram cruéis e vulgares, como também corrompiam as pessoas de Israel no portão do tabernáculo e praticavam violência contra os sacrifícios que eram oferecidos a Deus. Eli os repreendeu, porém não os restringiu, então o julgamento do Senhor foi determinado contra a casa de Eli.
Isso foi parte do plano de Deus para Samuel. Deus sabia que destruiria a casa de Eli por causa do pecado e levantou Samuel para ser usado em seu lugar.
Deus enviou um profeta a Eli para dizer-lhe sobre o julgamento que estava por vir sobre sua casa e também revelou isso por meio de Samuel (I Samuel 3.11-13). Eli foi submisso ao Senhor, (I Samuel 3.17) então o ocasião para o julgamento foi estabelecido.
Naquele tempo, os filisteus eram poderosos inimigos de Israel. Certo dia, Israel saiu para uma batalha contra eles. Devido ao pecado de Israel, Deus concedeu a vitória aos filisteus. Trinta mil soldados de Israel morreram naquele dia, incluindo Hofni e Finéias, filhos de Eli. Essa notícia chegou-lhe através de um mensageiro. Eli tinha 98 anos. Estava ficando cego além de estar muito gordo também. Havia se sentado à beira da estrada, esperando novidades da guerra, pois temia que os filisteus pudessem tomar a arca de Deus. Chegaram notícias dizendo que seus filhos estavam mortos e que a arca de Deus havia sido levada. Quando ouviu a notícia sobre a arca, caiu de onde estava sentado e seu pescoço se quebrou e ele morte.
A esposa de Finéias, filho de Eli, estava grávida naquela época, e a criança preste a nascer. Quando ficou sabendo da morte de seu marido e de seu sogro, morreu no nascimento do bebê, a quem chamou Icabô, porque a arca havia sido levada e a glória de Deus afastada de Israel. A tolerância para o pecado pode ser tão devastadora quanto o próprio pecado.
SAUL (I Samuel 8.1-9, 9.1-27, 10.1 e 15.20-30). Um personagem bíblico bem conhecido é Saul, o primeiro rei de Israel. Israel não precisava de um rei, desde que Deus era para ser o Rei de seu povo, e Samuel, o profeta, sabia disso, e alertou-os. Como insistiram, entretanto, Deus instruiu Samuel a dar-lhes um rei. O homem escolhido, para que Samuel ungisse foi Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim.
Saul era um homem grande e robusto, que ficava com a cabeça e os ombros acima de qualquer pessoa de Israel. Um dia, Saul saiu para procurar as jumentas de seu pai. Não tinha idéia de que seria rei, mas foi nessa viagem que Deus o colocou em contato com Samuel e que as providências para ungi-lo rei se iniciariam. Saul era uma pessoa muito tímida e, quando foi procurado pela primeira vez para uma aparecimento em público, escondeu-se de Samuel e do povo (I Samuel 10.22). Não somente isso, mas foi desprezado pelo povo por causa da sua humildade (I Samuel 10.26 e 27).
Saul formou um exercito para lutar contra os opressores de Israel, os Filisteus. Seu principal assistente foi seu filho Jônatas. O problema de Saul era que ele geralmente confiava no seu próprio entendimento e não na Palavra de Deus. Foi advertido por Samuel que, por esse motivo, seu reino não continuava.
Um certo dia, Deus enviou Saul a uma batalha contra Amaleque e instruiu-o a destruir tudo o que fosse vivo, humano e animal, que pertencesse a sua família. Saul não obedeceu a Deus e permitiu que algumas pessoas partissem. Levou de volta também alguns de seus melhores animais para sacrifício e manteve o rei vivo. Por essa razão, Saul foi rejeitado por Deus em relação a ser rei de Israel e Samuel informou-lhe sobre isso. A partir desse momento, foi tomado pela amargura e desconfiança acerca de seus amigos, entre eles Davi. Tentou até mesmo assassinar Davi, um seguidor fiel, que Deus havia ungido para ser rei em seu lugar. Ao final, Saul morreu derrotado por sua própria espada (I Samuel 31.3-6).
SAMUEL (I Samuel 3.1-21 e 15.22-16.2). Samuel viveu em um tempo de grande tribulação para Israel, começado por volta de 1170 anos antes do nascimento de Cristo. Antes mesmo de seu nascimento, foi entregue por sua mãe, Ana, para o serviço de Deus. Serviu a Deus mesmo antes de conhecê-Lo na casa de Deus, em Siló (I Samuel 3.7). Samuel serviu a Deus como profeta e sacerdote nos últimos dias de Eli. Quando Eli morreu, Samuel julgou Israel e foi o último dos verdadeiros juízes. Quando envelheceu, tornou seus filhos, Joel e Abia, juízes de Israel, mas não viveram e julgaram como seu pai, foram homens maus perante o Senhor. Aceitavam suborno e pervertiam o julgamento. Samuel não foi assim, ao contrário, foi sempre um juiz justo e um fiel profeta de Deus.
No tempo de Samuel, a palavra de Deus era muito preciosa e rara, porque não havia nenhuma revelação pública em Israel. Então, quando Deus falou com Samuel quando criança, ainda que a revelação que Ele lhe fizera fosse a de um julgamento, era uma grande coisa. Samuel era fiel a Eli e disse-lhe a verdade, e, nos anos futuros, sempre foi fiel a Deus para profetizar tudo o que Ele lhe dizia.
Quando Samuel ficou velho, e seus filhos sendo injustos, o povo de Israel pediu a Samuel que ungisse um rei para governá-los, assim como as outras nações. Diante disso, Samuel ficou muito infeliz, porém Deus disse-lhe não é a você mas a Mim que o povo está rejeitando pedindo por um rei humano. Além disso, Deus disse a Samuel que fizesse como o povo pedia. Moisés e Josué tinham sido as pessoas apontadas por Deus como líderes; no entanto, o povo não os seguira. No tempo dos juízes e, quando não havia nenhum líder, o povo sempre se rebelava contra Deus. Assim, agora, Deus os provaria sob o domínio de um rei para revelar, mais tarde, a desobediência de seus corações e mostrar sua profunda necessidade de um Salvador, ao invés de um rei.
Então, Samuel é fiel a Deus. Ungiu Saul para ser rei. Entristeceu-se muito quando Saul foi rejeitado e, depois, sob orientação de Deus, ungiu Davi. Os livros de Samuel abrangem cerca de 156 anos.

O REI DAVI AINDA MENINO (Samuel capítulos 16 e 17). Davi deveria ser o grande rei de Israel; "O homem segundo o coração de Deus". Porém, Deus escolhe pequenas coisas, coisas sem nenhuma reputação. Então, foi em direção a um desconhecido e humilde pastorzinho das montanhas da Judéia, perto de Belém, que Deus enviou Samuel com o óleo da unção. Davi era de uma família de muitos irmãos. O nome de seu pai era Jessé, e pertencia à tribo de Judá.
Davi era um habilidoso tocador de harpa e foi isso que, primeiramente, fez com que ganhasse a simpatia de Saul. Saul era possuído por demônios, por causa do julgamento de Deus sobre ele. A música de Davi animava-o e aliviava-o, por isso, Saul amou-o enormemente, e foi então que Davi tornou-se seu músico e guardador de armas.
O maior feito na juventude de Davi foi contra um filisteu chamado Golias. Israel havia saído para batalhar contra os filisteus e Davi fora enviado de volta para cuidar do rebanho de seu pai. Seus irmãos mais velhos, como de costume, foram para a batalha. É provável que, apesar de sua saúde e força, ainda não tivesse 20 anos, idade em que os israelitas se tornavam soldados.
Um dia, Jessé enviou Davi à batalha para ver como estavam seus irmãos mais velhos e para levar-lhes presentes de casa. Davi encontrou-os todos amedrontados por um gigante arrogante, chamado Golias, que tinha mais de 3 metros de altura e sempre aparecia desafiando alguém a lutar sozinho com ele. Davi ficou impressionado com o medo dos israelitas. Sabia que Deus podia conceder a vitória e acreditava que a causa deles era justa. Ofereceu-se então para enfrentá-lo.
Davi relatou como havia matado um leão e um urso que atacaram o rebanho de seu pai e disse que, com o poder de Deus, poderia também matar o gigante. Assim, Saul enviou-o para a batalha. Davi não levou espada ou lança, mas um alforje de pastor e cinco pedras polidas, e o Senhor deu-lhe a vitória. Matou o gigante e levou sua cabeça para Saul. Saul ficou muito satisfeito até que as mulheres de Israel começarem a dar crédito a Davi, e a partir de então ficou enciumado e passou a odiar Davi.

DAVI, REI DE ISRAEL (2Samuel 1.1-27; 2Samuel 11.1-27, 12.1-31). No capítulo 16 do primeiro livro de Samuel, por volta de 1063 a.C., Samuel ungiu Davi para rei de Israel. Obviamente Davi tinha percepção espiritual suficiente para saber que não deveria tomar o reino, mas deveria esperar no Senhor. Davi serviu Saul fielmente durante os sete anos subseqüentes. Ainda que Saul freqüentemente procurasse sua vida, demonstrou continuamente digna reverência a seu rei.
No início de 2Samuel, por volta de 1056 a.C., o rei Saul morreu e Davi começou a governar Judá. Um dos filhos de Saul tornou-se rei de Israel contrariamente aos planos de Deus. Entretanto, Davi esperou no Senhor e não se vangloriou quando esse homem foi morto. Na verdade, Davi executou tanto os assassinos do filho de Saul quanto o homem que declarava ter matado Saul.
Davi foi um bom rei. Conduziu bem Israel e prosperaram grandemente em seu reinado. Era temente a Deus e geralmente seguia os desígnios de Deus cuidadosamente. As escrituras recordam que era um homem segundo o coração do Senhor. A palavra de Deus é sempre honesta, entretanto, e registra o pecado até mesmo dos grandes homens de Deus.
Davi pecou gravemente contra o Senhor. Um dia, quando se supunha estar guiando seus exércitos, ficou em casa. Satanás então o tentou com uma mulher chamada Bate-seba e Davi caiu em pecado com ela. Quando ela reconheceu que estava grávida, Davi chamou seu marido, Urias, o heteu, a sua casa, a fim de montar uma trama que escondesse seu pecado. Como isso não funcionou, Davi matou Urias na batalha, pensando que isso encobriria seu erro. Porém, Deus não se agradou com esse pecado e por isso lançou um grande julgamento sobre Davi.
Quando o profeta Natã contendeu Davi por isso, Davi arrependeu-se e Deus o perdoou. O pecado do cristão atinge os outros, entretanto, e, por causa disso, Deus julgou a casa de Davi pelo resto de sua vida, para que podemos ver o terrível retribuição do pecado.
Através de suas vitórias e mágoas, Davi deu-nos um dos maiores livros da Bíblia, o livro de Salmos.

ABSALÃO (2Samuel 13.1-30, 15.1-12, 18.1-33). Davi teve setenta filhos. O favorito entre eles era um belo jovem chamado Absalão. Absalão tinha cabelo bonito e longo, do qual sentia muito orgulho. Cortava-o e pesava-o todo ano.
Absalão tinha uma irmã formosa chamada Tamar. Amnom, meio irmão de Absalão, amava-a, mas, quando tentou seduzi-la para o pecado, ela não aceitou, e então a forçou. Como esse ato pecaminoso deve ter ferido o coração do rei. Mas lembre-se de que o profeta tinha dito que tristezas cairiam sobre ele por causa de seu pecado.
Para piorar a tragédia, Absalão odiava Amnom e organizou um plano para assassiná-lo. Nunca falou a Amnom sobre seu pecado, simplesmente o matou. Depois, partiu e permaneceu distante por três anos e o coração de Davi ansiava por Absalão.
Absalão era um homem orgulhoso, seu coração tinha se voltado para o mal e não nutria nenhum amor por seu pai. Preferia sair para roubar os corações do povo de Israel e fomentar insurreições contra o rei. Sugeria que seu pai era um juiz injusto e que, se ele (Absalão) fosse rei, seria sempre justo. Enviou espiões para anunciar que era o rei de todas as tribos de Israel.
Organizou-se uma forte conspiração, e então o rei Davi foi forçado a deixar o palácio e Absalão foi e desonrou sua casa. Em meio a tudo isso, o coração de Davi ansiava por Absalão.
Foi necessário que os exércitos de Davi saíssem e lutassem por seu rei contra seu próprio filho. Davi ordenou a Joabe, o chefe de todo o seu exército, que lidasse amavelmente com Absalão. Os servos de Davi, no entanto, não tiveram que conquistar Absalão, porque Deus conduziu sua mula para que fosse enforcado em um grande carvalho. Joabe matou-o então, enterrou-o e enviou um comunicado ao rei. O coração de Davi ficou extremamente angustiado e ele chorou muito por seu desobediente filho. Deve ter se lembrado de seu próprio pecado e sentiu-se culpado pelo destino de Absalão.

ACABE E JEZABEL (1Reis 21.23-29; 2Reis 9.14-37). Depois da época dos juízes, devido à insistência de Israel, Deus deu ao povo reis que o governassem. Saul foi o primeiro, Davi e Salomão seguiram-no, depois seus filhos, netos, etc. Entre esses reis havia bons homens que temiam a Deus, mas havia também homens perversos que preferiam menosprezar os planos de Deus e fazer tudo conforme lhes agradasse. Entre os reis perversos havia um homem chamado Acabe. Sua esposa Jezabel era até mais maligna que ele. Era muito dissentânea e totalmente sem escrúpulos, além de ser também uma idólatra.
Acabe desejava comprar uma vinha de um homem chamado Nabote, porque ficava perto de sua casa; no entanto, Nabote recusou-se a vendê-la, pois era a herança de seu Deus na terra. Ao invés de respeitar a justa decisão de Nabote, Acabe fez birra. Sendo assim, sua esposa má, Jezabel, escreveu cartas para os anciãos da cidade de Nabote, acusando-o falsamente. Como planejado, isso resultou na morte de Nabote por apedrejamento.
Quando o perverso Acabe foi tomar posse da vinha de Nabote, encontrou-se com Elias, o profeta de Deus, que lhe disse que sua maldade resultaria na morte de sua família, incluindo uma morte terrível para sua esposa Jezabel (1Reis 21.23-26). Acabe ficou muito arrependido de seu pecado. Por causa do seu humilde arrependimento, Deus protelou a sua sentença. Estavam para começar os dias de seu filho Jeosafá (1Reis 21.29). Pode-se ler sobre a execução de seu julgamento em 2Reis 9.22-26. Obviamente Acabe teve uma morte violenta e os cães lamberam seu sangue (2Reis 22.34-38).
O julgamento contra a terrível Jezabel cumpriu-se em 2Reis 9.30-37. Quando você lê sobre essas mortes terríveis, você deve ser advertido que quando uma pessoa é má e idólatra, embora possa ser bem sucedida por um período, o dia do julgamento de Deus chegará.
"Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no espírito, do espírito ceifará a vida eterna". (Gálatas 6.7 e 8).

JONAS (Jonas 1.1-4.11). No tempo de Eliseu, durante o reinado de Joás, um dos bons reis de Judá, havia um outro profeta muito conhecido (2Reis 14.25). Não é conhecido por algum milagre que tenha feito, nem por uma grande mensagem que tenha pregado ou por tomar alguma posição firme por Deus, mas por um trabalho milagroso que Deus fez nele e para ele, apesar de sua desobediência. Seu nome era Jonas. Freqüentemente, não é conhecido que Jonas era um contemporâneo de Eliseu, mas 2Reis 14.25 nos ensinaria isto.
Deus disse a Jonas que fosse a uma cidade muito grande e pecaminosa, Níneve, e pregasse-lhes destruição a eles por causa do pecado deles. Jonas não queria ir porque era um Judeu que se considerava autojusto e os Ninivitas eram gentios pecadores. Jonas fugiu de Deus, comprou uma passagem e embarcou em um navio para Társis. Deus enviou um grande temporal e os marinheiros ficaram com muito medo, pois parecia que o navio seria quebrado em pedaços. Quando lhes disseram que lançassem Jonas ao mar, porque Deus havia mandado a tempestade por sua causa, relutantemente o fizeram. A tempestade cessou, e os marinheiros creram em Deus e o adoraram.
Deus havia preparado um grande peixe para essa ocasião, e ele engoliu Jonas. Depois de três dias no ventre da baleia, Jonas foi vomitado em terra seca. Correu para Níneve e começou a pregar: "daqui a quarenta dias, Deus destruirá esta cidade".
Quando o povo de Níneve ouviu isso, arrependeu-se de seus pecados e Deus os poupou por algum tempo. Imaginaria que um pregador se alegraria ao ver sua mensagem tão aproveitada, mas nesse caso, Jonas não se alegrou.
Quando Jonas viu a misericórdia de Deus em relação a Níneve, ficou irado. Sentiu que Deus o havia decepcionado, mostrando misericórdia por um povo pecadora e condenado, mas Deus, por meio de uma lição pela aboboreira, ensinou-lhe sobre Sua bondade e misericórdia.
Jesus verificou pessoalmente a história de Jonas sendo engolido pela baleia e disse que isso é um sinal enviado por Deus de Sua própria morte, sepultamento e ressurreição (Mateus 12.39-41). Qualquer pessoa que nega o estória de Jonas, na verdade, nega a veracidade de Jesus Cristo.

NAAMÃ (2Reis 5.1-27). Naamã é um personagem bíblico importante não por causa de quem era (não era um israelita), nem por causa das coisas que realizou, mas estritamente por causa de uma grande obra da graça de Deus nele.
Ele era capitão de todos os exércitos da Síria. Os Sírios eram inimigos do povo de Israel, ainda como o são hoje, quase 2900 anos depois. Porém, Naamã era um bom líder e era muito popular com seu rei. Era honroso e seu rei teria feito tudo que pudesse para ajudá-lo, mas não podia ajudá-lo, pois Naamã tinha a incurável e fatal doença da lepra.
Quando uma jovem israelita, que Naamã havia capturado e dado a sua esposa como criada, ouviu isso, falou sobre o profeta Eliseu na cidade da Samaria. Assegurou-lhes que Eliseu poderia curá-lo de sua lepra. Então, Naamã agrupou seus criados, juntou uma grande quantia de riquezas (aproximadamente U$ 125.000) e partiu para Samaria para ver Eliseu.
Agora, Naamã estava orgulhoso e pensava muito grandemente de si mesmo. Esperava que Eliseu saísse para conhecê-lo e que faria uma grande coisa da sua curada; e então, Naamã lhe daria muito dinheiro e iria embora orgulhosamente. Eliseu sabia disso e desejava dar a glória a Deus, não a Naamã ou a si mesmo. Nota que a lepra é como o pecado e a cura dela é como o perdão. Assim, Eliseu não faria nada que exibisse o homem como se tinha feito algo para executar ou merecer essa cura. Apenas mandou seu criado Geazi dizer a Naamã para se banhar no Jordão, um rio sujo. Saberia, assim, que sua cura não vinha de si mesmo, nem da água ou de Eliseu, mas de Deus. Naamã ficou muito furioso por isso, mas, quando um de seus servos racionou com ele, obedeceu e foi curado.
Tentou, então, dar dinheiro a Eliseu. Eliseu recusou, mas Geazi pegou uma parte do dinheiro e a lepra de Naamã caiu sobre ele. Alguém pode se surpreender com tal julgamento severo, mas precisamos lembrar que Deus precavê-se zelosamente contra homens que comercializam coisas sagradas.

EZEQUIAS (2Reis 18.1-12; 2Reis 19 e 20). Ezequias foi rei de Judá durante 29 anos aproximadamente. Seu reino começou por volta de setecentos anos antes de Cristo. É um rei memorável, pois foi obediente a Deus em sua vida pessoal e em seu governo. Derrubou a adoração a ídolos, quebrou imagens, cortou os bosques, etc. Destruiu também a serpente de bronze feita por Moisés, pois as pessoas haviam começado a adorá-la como um Deus. (Números 21)
Ezequias construiu um açude e transportou água para as áreas necessitadas (2Crônicas 32.30 e 2Reis 20.20). Conduziu Judá sabiamente em batalhas contra seus inimigos, os Filisteus e os Assírios. Senaqueribe, rei da Assíria, era seu grande inimigo mas, por causa da liderança de Deus, Ezequias sempre conseguiu derrotá-lo. Enquanto Israel estava entrando na escravidão Assíria por causa de seus pecados, Judá estava desfrutando de revitalização e prosperidade devido à capacidade e à liderança conduzida por Deus de Ezequias.
Isaías era o profeta leal de Deus nos dias de Ezequias, e Ezequias era sempre atento a buscar nele a palavra de Deus e acreditar em suas profecias. Certa ocasião, quando Ezequias estava muito doente, Deus enviou Isaías para lhe dizer que morreria. Ezequias não tinha medo de morrer, mas preocupou-se pela liderança de seu povo, então chorou e orou, e Deus enviou Isaías para lhe dizer que seriam acrescentados quinze anos a sua vida. O que fez ele ser um grande rei foi que liderou seu povo e resistiu aos inimigos de Deus não com sua própria sabedoria e força, mas com a Deus. Judá estava sendo atacado constantemente durante a sua vida, mas não apenas sobreviveram como também prosperaram.
Quando morreu, seu filho Manassés e seu neto Amom reinaram perversamente e de maneira corrupta. Embora tenha existido outro rei íntegro (Josias, que começou a reinar com oito anos), não houve ninguém como Ezequias. Sendo assim, Judá, assim como Israel, foi logo levada à escravidão, em parte como resultado de liderança fraca e pecaminosa.

 

ISAÍAS (Isaías 6;Isaías 53). Por volta de 758 a.C., pouco antes do reino de Ezequias, Deus chamou um de seus maiores profetas de todo tempo, Isaías. Foi chamado em um momento de grande desordem, quando Israel estava caminhando para a escravidão devido a seu pecado e Judá teria o mesmo destino em breve. Sua sentença havia sido temporariamente adiada graças à liderança de alguns homens como Ezequias e pela graça de Deus.

As profecias de Isaías cobrem, talvez, a mais vasta variedade de assuntos de qualquer profeta maior. Revela o nascimento virginal de Jesus (Isaías 7:14), a crucificação de Cristo (Isaías 53); profetiza a cegueira e a escravidão de Israel; fala da desolação da terra prometida a que Deus os conduziu e da destruição de Jerusalém. Fala do retorno do povo da escravidão, dos julgamentos posteriores de Deus sobre aqueles que rejeitaram Cristo e das centenas de anos de desolação que os seguiriam. Fala sobre o retorno de Cristo no restauração final e sobre o milênio do reino de Cristo, quando a paz cobre a terra (Isaías 11).
Isaías não foi escolhido e chamado por Deus porque era bom ou forte, mas, ao contrário, porque era fraco e indigno (Isaías 6:6-8). Não apenas isso, mas não deveria ser amado e respeitado por seus companheiros israelitas. É verdade que o rei Ezequias o amava e buscava seu conselho, mas muitos homens odiavam-no porque profetizava contra os seus reis Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. Quando pense nesse profeta, nunca se deve pensar em um pregador feliz, bem quisto e popular, mas em um homem que era preocupado por seu povo, dedicado a seu Deus e odiado por sua posição e pregação. Entretanto, considere a perda que haveria nas escrituras, tanto no Novo quanto no Velho Testamento, sem as contribuições de Isaías.
Todo estudioso da Bíblia deve ler cuidadosamente e com freqüência o livro de Isaías. Certamente, nenhum livro do Velho Testamento contrasta tão perfeitamente o terrível julgamento de Deus sobre o pecado e a esperança perfeita que temos em Cristo Jesus.

JEREMIAS (Jeremias 1; Jeremias 8.1-9.1). Jeremias foi um grande profeta, sendo muito semelhante a Isaías. Foi chamado por Deus quando era apenas uma criança (Jeremias 1.4-8). Iniciou seu ministério treze anos depois de Josias (o último rei justo de Judá, neto de Ezequias) começou a reinar. Isso ocorreu aproximadamente sessenta anos depois do fim do ministério de Isaías. Foi durante o declínio final da nação de Judá e o primeiro ano de sua escravidão na Babilônia que Jeremias profetizou e lastimou por ela.
Jeremias contribuiu dois livros para a Bíblia: Jeremias e Lamentações. A palavra lamento, da qual vem o nome Lamentações, significa lastimar ou entristecer-se. Assim foi a vida de Jeremias. É chamado de profeta da lamentação, observe Jeremias 9.1. Lastimava porque viu os pecados de seu povo, e anteviu o julgamento de Deus sobre eles. Jeremias previu que os homens jovens morreriam na batalha e que as mulheres jovens seriam levadas para serem escravizadas. Viu a santa cidade Jerusalém poluída, as muralhas derrubadas, os portões queimados e os Gentios caminhando nela como se fosse um parque público, e seu coração se partiu (Lamentações 1.1-3 e 1.10-12). Constatou ainda que isso tudo ocorreu porque o povo de Deus havia profanado coisas sagradas.
Jeremias estava dividido entre a sua lealdade a Deus e o amor a seu povo. Encheu-se de compaixão quando o viu sofrendo. Sabia porém que o julgamento de Deus contra o povo era justo. Enquanto os judeus o odiavam por ter dito a verdade sobre a razão de sua escravidão, os Gentios o odiavam por profetizar a libertação futura de Israel e Judá e a sua derrota. Sua compaixão foi respondida com perseguição e seu grande amor com prisão.
Apenas Deus amou e compreendeu esse profeta solitário mas fiel. Qual recompensa devera estar na gloria, pois, apesar de o mundo não entender ou não se importar, Deus nunca deixa seus trabalhadores fiéis sem recompensa.

JÓ (1, 2 e 42). Jó é um personagem de profundo interesse para o cristão e um exemplo notório para a humanidade em geral. É mencionado em outros dois livros da Bíblia, Ezequiel (14.20) e Thiago (5.11). Para aprendermos a respeito desse personagem, entretanto, devemos estudar o livro escrito sobre ele.
As três principais figuras do livro são Deus, Satanás e Jó. O livro se inicia com Satanás difamando Jó, alegando que servia a Deus somente por causa da sua prosperidade e que não tinha amor por Ele. Deus permitiu que Satanás levasse todas as suas riquezas e seus filhos. Jó não entendeu, ainda assim confiava em Deus. Satanás, então, tomou a saúde de Jó e lançou-lhe uma dolorosa aflição, cobrindo-o com úlceras malignas, até que a própria esposa de Jó disse-lhe que amaldiçoasse a Deus e morresse.
Os amigos de Jó vieram e apenas sentaram-se ao seu lado, fitaram-no durante dias, e, então, quando falaram, acusaram-no de pecados secretos. Jó negou tudo com veracidade. Sabia que a aflição estava na mão de Deus, mas não entendia o por quê de tudo. Enunciou a profunda necessidade do homem de possuir um mediador entre si e Deus (Jó 9.32). Falou sobre sua fé em um Salvador vivo, sobre a ressurreição do Salvador, vindo à terra, e também sobre a sua própria ressurreição (Jô 19.25-27). Compreendia tudo isso e se alegrava, porém seu coração clamava "por que essa aflição". Esse questionamento é uma acusação contra a justa soberania de Deus.
Finalmente, nos capítulos 38-41, Deus conversa com Jó dentro de um redemoinho. Explica a Jó, em essência, que o homem não pode conhecer as obras de Deus e não tem direito de questioná-las. No último capítulo, Jó arrepende-se da justiça própria de um homem bom. Agora, entendendo Deus, sabe que os melhores homens não são nada (Jó 42.1-6). Depois disso, Deus deu-lhe de volta sua saúde e muito mais do que tudo o que possuía antes.
Devemos aprender deste livro, entre outras coisas, a não questionar Deus. Seus métodos não são como nossos métodos, porém, Seu conhecimento e Sua ação são perfeitos.

NABUCODONOSOR (Daniel 1.1 e 2; Daniel capítulos 2 e 4). Durante o ministério de Jeremias, o homem mais popular e conhecido do mundo era o rei da Babilônia, Nabucodonosor. Derrubava reis e os elevava ao poder em qualquer nação que desejasse. Deus deu-lhe esse poder, para ser usado como um castigo contra Judá. Assíria já havia escravizado Israel e, em 607 a.C., foi contra Judá e arrebatou todos que desejou dentre o povo. Dentre esses, estavam Daniel, Sadraque, Mesaque e Abednego. Esses homens (cativos judeus) foram usados para mudar a vida desse homem, Nabucodonosor.
Aproximadamente um ano depois de Daniel ter sido capturado, tão logo sua sabedoria foi reconhecida pelos líderes da Babilônia, Deus deu uma visão a Nabucodonosor durante um sonho. Viu uma grande imagem com uma cabeça de ouro; seu peito e seus braços eram de prata; seu abdome e suas coxas eram de latão; suas pernas eram de ferro e seus pés eram parte de ferro e parte de barro de lodo. Nabucodonosor não apenas ficou confundido a respeito do significado da visão, como também esqueceu como era o sonho. Nenhum dos seus homens sábios e seus adivinhadores podia ajudar, mas Deus revelou a Daniel de que se tratava o sonho. O significado do sonho era muito importante por tratar das autoridades dos Gentios e das profecias de autoridades que estão governando nosso destino ainda hoje. Nabucodonosor ficou extremamente satisfeito com Daniel por ter revelado e interpretado seu sonho. Talvez parte desse agradecimento se devesse ao fato de o sonho retratar Nabucodonosor como sendo um rei muito grandioso, a cabeça de ouro. Nabucodonosor ficou muito orgulhoso de si mesmo, então Deus o fez perder sua juizo por sete anos, as unhas de suas mãos e pés cresceram como garras, seu corpo ficou coberto com cabelo, como plumas de águia, e comeu capim.
Passados sete anos, Deus restituiu sua mente, sua aparência física e revelou a razão da humilhação. Depois disso, Nabucodonosor acreditou em Deus e O glorificou. (Daniel 4.37).

DANIEL (Daniel 1.1-21; Daniel capítulos 5 e 6). Daniel - Deus é meu juiz Quando ainda jovem, Daniel foi levado para a Babilônia, onde viveu durante todo o período do cativeiro, desempenhado por vezes elevada função nos impérios babilônico e Persa. Daniel, que vinha de uma família aristocrática de Jerusalém, foi exilado para a Babilônia quando adolescente. Enviado à corte para ser treinado como administrador, ele atingiu alta posição nos reinos babilônico e depois persa. Daniel foi um homem de excepcional fé e oração. Ele foi notável por sua coragem e sabedoria, inclusive a capacidade de interpretar sonhos. Por sua recusa em negar a fé, lançaram-no na cova dos leões, onde foi milagrosamente preservado. Ele era visionário, e a segunda metade do livro que traz seu nome registra a revelação que Deus lhe deu de futuros eventos mundiais. O que pensaria se você tivesse dezoito ou dezenove anos e fosse aprisionado e escravizado? Isso aconteceu a um jovem hebreu chamado Daniel. No entanto, foi dada a Daniel a oportunidade de servir no palácio do rei Nabucodonosor. Lá seria educado e poderia comer e beber aquilo que servia de alimento ao rei. Daniel sabia que isso era contra a lei de Deus, resolveu, então, não se corromper com comida e bebida impróprias. Isso poderia custar-lhe a vida, porem Deus abençoou sua determinação; e a dieta de vegetais e água de Daniel, abençoada por Deus, o fez forte, inteligente e muito popular entre os altos oficiais da corte.
Daniel teve a oportunidade de permanecer à frente do grande rei para aconselhar e revelar sonhos. Por causa disso, não apenas foi recompensado, mas também promovido, e tornou-se, assim, muito rico e poderoso no reino da Babilônia. Interpretou o escrito na caiadura na parede do palácio real, que falavam a respeito da morte do rei Baltazar, neto de Nabucodonosor, e marcou o fim do Império da Babilônia. Viveu durante tudo isso e tornou-se muito popular no Império Médio-Persa que segui.
É claro que também havia inimigos de Deus e de Daniel naquele império. Alguns desses homens conspiraram matar Daniel, fazendo com que o rei tornasse ilegal o ato de orar, pois sabiam que Daniel oraria indiferentemente. Fez isso e, conseqüentemente, foi lançado na cova dos leões, uma forma de execução daquele tempo. O problema foi que os leões não comeriam Daniel e o rei, então, libertou-o e lançou seus acusadores na cova, a quem os leões prontamente devoraram. (Daniel 6.22-24). Daniel não foi exaltado apenas por isso, mas Deus também foi exaltado. Daniel vivenciou a escravidão babilônica do começo ao fim e partiu ancião. Deus deu-lhe grandessíssimas visões proféticas, que ainda hoje se cumprem.

NEEMIAS (capítulos 1,2 e 13). Isaías e Jeremias profetizaram que o povo de Deus entraria em cativeiro. Predisseram também que o povo retornaria à sua terra depois de um determinado período de tempo. Daniel entendeu que esse período de cativeiro seria de setenta anos (Daniel 9.2). Depois desses setenta anos terem terminado, Deus moveu o coração de um homem corajoso e justo para conduzir a reconstrução de Jerusalém. O nome desse homem era Neemias.
Neemias recebeu uma mensagem de que a casa de seus pais estava em ruínas, que as muralhas foram quebradas e os portões queimados. Seu coração se partiu e ele orou, confessou os seus pecados e aqueles cometidos por seus antepassados, implorando a Deus que mandasse alguém para restituir Jerusalém. Começou a orar e a lamentar por isso em dezembro mas foi quatro meses depois quando o rei notou aquele grande peso sobre o seu coração.
Deus moveu o coração desse rei pagão de uma maneira que não somente deixou que seu servo Neemias partisse, mas também tomou providências para que Neemias tivesse permissão para passar pela região e ajudou a provê-lo com o material necessário para a reconstrução das muralhas da cidade.
Porém, o povo de Deus sempre teve inimigos e, nesse caso, não foi diferente. Os inimigos de Neemias eram Sambalate e Tobias. Primeiro, tentaram atacar, porém quando isso falhou, tentaram associar-se para que pudessem sabotar o trabalho. Zombaram de Neemias e de seus companheiros, mas esses estavam dispostos a trabalhar e lutar por seu direito de reconstruir as muralhas. Muitas vezes trabalharam com espadas ao seu lado e a tarefa foi cumprida.
Depois de as muralhas terem sido reconstruídas e Neemias ter retornado, conforme sua promessa ao rei da Pérsia, o sacerdote Eliasibe poluiu a casa de Deus ao violar as leis da separação e permitir a entrada de Tobias. Neemias retornou posteriormente para manter essas questões em ordem. Purificou a casa de Deus, restituiu o sábado e repreendeu a união matrimonial com outras raças.

SADRAQUE, MESAQUE E ABEDNEGO (Daniel 1.6 e 7; Daniel 31-30). Pelo fato de perseverar em o que é justo e como resultado da interpretação de Daniel para o sonho de Nabucodonosor, Sadraque, Mesaque e Abednego (três dos conterrâneos hebreus de Daniel) foram elevados, com Daniel, sobre os assuntos da Babilônia (Daniel 2.46-49).
Lembre-se que foi dito a Nabucodonosor que ele era a "cabeça de ouro", o grande rei. Por essa razão, elevou-se com orgulho e fez uma imagem de ouro; instalou-a na planície de Dura e decretou que, no final da música, todos deveriam ajoelhar-se e adorar a imagem. A pena para a recusa era ser lançado em uma fornalha, para queimar até a morte.
Nessa ocasião, Sadraque, Mesaque e Abednego sabiam que desagrada a Deus aquele que venera qualquer imagem ou estátua, então recusaram. O rei os advertiu e deu-lhes outra chance, mesmo assim recusaram novamente. Simplesmente disseram: "arremesse-nos se quiser; Deus pode nos libertar se Ele quiser, mas se Ele escolher deixar-nos morrer, ainda o obedeceremos, e não adoraremos uma imagem".
Nabucodonosor ficou furioso e teve a fornalha aquecida sete vezes mais do que jamais se soube. Amarrou esses três homens e os arremessou à fornalha. O fogo estava tão quente que os soldados que levaram Sadraque, Mesaque e Abednego foram dominados e morreram por causa do calor.
Derepente, Nabucodonosor, observando a fornalha, em vez de ver três homens sendo incinerados, viu quatro andando na fornalha e reconheceu o quarto como sendo igual ao Filho de Deus. Chamou os discípulos hebreus para fora da chama, para logo perceber que a única coisa deles que estava queimado eram as cordas com as quais foram amarrados. Não cheiravam nem de fumaça. O rei então proibiu qualquer pessoa de falar contra o Deus deles e os elevou a posições ainda maiores. Vale a pena ser verdadeiro ao Senhor.
Eliseu - Deus é Salvador Eliseu começou seu ministério no reinado de Jorão, provavelmente cerca de 850a.C. continuando através dos reinados de Jeú e Jeoacaz, e morrendo no reinado de Joás, pouco depois de 800a.C. Eliseu começou seu ministério com milagres. O azeite da viúva é aumentado, o filho da sunamita é ressuscitado, o saneamento do caldo de ervas venenosas, Os pães multiplicados, a lepra de Naamã curada, o ferro do machado é levado a flutuar, Samaria é liberta pelos carros invisíveis de Eliseu, Os Sírios são afugentados pelos carros e cavalos de Deus. Quase tudo quanto se registra de Eliseu são milagres. Como os milagres de Jesus, a maioria de Eliseu foram obras de bondade e misericórdia. Jesus tomou a cura de Naamã por Eliseu como uma predição de que ele próprio seria enviado à outras nações. Eliseu foi discípulo, assistente e sucessor de Elias como profeta fiel de Deus em Israel. Ele trabalhou como profeta por 55 anos durante os reinados de Jorão, Jeú, Jeoacaz e Joás. Quatorze milagres foram feitos através de Eliseu, mais notadamente a cura da lepra do comandante Naamã. 1Reis 19.16; 19-21; 2Reis capítulos 2-9; 13.14-20.
Esdras - o Senhor ajuda Esdras foi o bisneto do sacerdote Hilquias que, 160 anos antes, orientara a reforma do rei Josias, descendente muito digno de seu famoso ancestral. Foi de Babilônia à Jerusalém, 458a.C. 80 anos depois da volta da primeira leva de judeus, e 13 anos antes da vinda de Neemias. Era sacerdote e escriba, de acordo com a tradição judaica persistente, Esdras foi o autor dos livros de 1 e 2Crônica, Esdras e Neemias, sendo estes quatro livros originalmente um só. Esdras, o sacerdote e escriba, liderou o segundo grupo de israelitas do exílio na Babilônia de volta a Jerusalém. Ele tinha permissão escrita para fazer cumprir a lei de Deus como a lei da terra. O templo havia sido reconstruído, mas ele descobriu que o povo havia ficado indulgente e estava negligenciando as leis de Deus. Treze anos após a chegada de Esdras, Neemias foi a Jerusalém como governador, e o povo passou por um reavivamento espiritual.
Ezequias - Deus é força Ao contrário de seu pai, Acaz, Ezequias se apegou a Deus, e introduziu uma vasta gama de reformas religiosas minuciosas. Sua dependência de Deus levou-o a rebelar-se contra a Assíria. Em preparativo para um ataque assírio, ele construiu um famoso aqueduto (de 533 metros de comprimento) através de calcário sólido, de modo que a cidade de Jerusalém tivesse sempre uma fonte secreta de água quando sitiada. Quando os assírios o conclamaram a render-se, ele se voltou para Deus pedindo socorro e Deus destruiu o exército inimigo. Foi rei durante o ano de 716 - 687a.C. e teve um dos melhores reinados. 2Reis capítulos 18-20; 2Crônicas 29-32; Isaías 36-39
Ezequiel - Deus fortalece Daniel fazia 9 anos que estava na Babilônia, quando Ezequiel chegou, e já havia alcançado grande fama. Daniel no palácio e Ezequiel no campo. Ezequiel pode ter sido discípulo de Jeremias, pregava entre os exilados o mesmo que Jeremias anunciava em Jerusalém: a certeza do castigo de Judá, devido aos seus pecados. Filho de Buzi, o sacerdote, Ezequiel viveu em Jerusalém até ser deportado em 597 A.C. e levado à Babilônia, juntamente com o rei e a maior parte das famílias governantes da cidade. Até 586 A.C., quando Jerusalém foi destruída, Ezequiel morou às margens do rio Quebar, de onde instava com o povo que permaneceu em Jerusalém a se arrepender. Mais tarde, após a destruição de Jerusalém, Ezequiel pregou uma mensagem de esperança, e profetizou um retorno futuro a Jerusalém. Dessa forma, ele confortou os judeus capturados, que haviam perdido seus lares, sua terra e seu templo, e que se sentiam como se tivessem sido abandonados por Deus. Ele mostrou que a fé em Deus podia continuar, mesmo numa terra estrangeira e sem um templo. Ele freqüentemente ilustrava suas profecias de formas dramáticas, às vezes bizarras.
Gideão - grande guerreiro Era filho de Joás, da tribo de Manassés, também foi chamado Jerubaal e Jerubesete. Embora a família de Gideão, com pelo menos dez servos, deva ter sido uma família de destaque, Gideão tinha pouca confiança em si mesmo. Quando chamado por um anjo a fim de livrar sua tribo dos midianitas - ferozes nômades do deserto - ele protestou sua insignificância e incapacidade. Tendo recebido ordens de tirar fora o ídolo Baal do pai, ele fez isso à noite. Instruído a recrutar um exército, ele precisou de dois sinais de lã, primeiro molhada, depois seca, para encorajá-lo, e de um sonho que ouviu alguém contando para fortalecer sua determinação. Entretanto, por ordem de Deus, ele reduziu seu exército a meros 300 homens, e, com um brilhante estratagema noturno, seu pequeno batalhão apavorou e venceu os vastos exércitos ao inimigo. Após sua vitória, Gideão tornou-se juiz de sua tribo. Infelizmente, ele renunciou à dependência de Deus que tanto lhe custara, permitindo que sua família e tribo adorassem uma estola de ouro. Juizes capítulos 6- 8.
Isaias - Salvação de Deus Profeta, filho de Amoz , nascido de família de classe alta, chamado o mais ilustre dos profetas, estadista, conselheiro de assuntos internacionais do reino do sul, Judá, ao tempo em que o reino do norte, Israel tinha sido destruído pelos assírios. Profetizou em Jeruzalém durantes os reinados de Uzias, Jotão, Acáz e Ezequias, num periodo aproximado de 40 anos. Era casado com uma profetiza, seu chamado veio por intermédio de uma visão magnífica da santidade de Deus. Sua vocação se deu no ano em que o Rei Uzias morreu; porém algumas visões podem ter ocorrido mais cedo, (Isaías 6.1). Segundo a tradição judáica, foi morto por Manassés. Podemos dizer que a data de seu ministério enquadra-se mais ou menos em 740-687 a.C. Reza uma tradição rabínica que Amós, pai de Isaías (não Amós o profeta), foi irmão do rei Amazias. Neste caso, Isaías foi primo em 1º Grau do Rei Uzias e neto do rei Joás, sendo pois de sangue real, e membro da corte. É Isaias quem primeiro retrata o Messias como servo sofredor, morto pelos pecados de seu povo. Foi um conselheiro palaciano aos reis, admoestando vigorosamente contra alianças políticas estrangeiras e pregando a necessidade de total confiança em Deus. A libertação de Jerusalém dos Assírios. Por sua oração, por seu conselho ao rei Ezequias e pela intervenção direta e miraculosa de Deus, o terrível exército sírio foi derrotado diante dos muros de Jerusalém. Foi Isaías quem salvou sua ciadade, enquanto a condenação dela parecia certa (ver caps. 36 e 37). Senaqueribe, rei da Assíria, embora vivesse mais de 20 anos após este fato, nunca mais atacou Jerusalém. Uma tradição talmúdica, aceita como autêntica por muitos dos primitivos pais da Igreja, declara que ele resistiu aos decretos idolátricos de Manassés, pelo que foi preso, emprensado entre duas pranchas de madeira e serrado ao meio , sofrendo assim morte penosíssima e horrível. Pensa-se que a isso se refere Hb. 11.37.
Jeremias - Deus é elevado Profeta, nasceu em Anatote, atual Anata, norte de Jerusalém, Filho de Hilquias, separado por Deus para seu ministério profético ainda antes de nascer, da mesma forma que o Apósto Paulo. Jeremias viveu uns cem anos depois de Isaías. Isaías salvara Jerusalém da Assíria, Jeremias tentou salvá-la da Babilônia, mas não conseguiu. Jeremias começou seu ministério com cerca de 20 anos de idade, em aproximadamente 627a.C. no reinado do Rei Josias, recebeu de Deus uma responsabilidade de proclamar uma severa mensagem de julgamento, onde sofreu uma cruel e opressora da oposição, ao ponto de desejar por várias vezes abandonar o seu chamado, mas permaneceu até o fim. Jerusalém foi parcialmente destruída em 605a.C; outra vez devastada em 597a.C. finalmente incendiada e assolada em 587a.C. Jeremias assistiu as agruras desses terríveis quarenta anos, o fim da monarquia, a agonia da morte da nação; último mensageiro de Deus à Cidade Santa, que se apegara desesperada e fanaticamente aos ídolos; bradava incessantemente que se arrependessem, Deus os salvaria da Babilônia. De modo que, assim como a Assíria servira de cena de fundo para o ministério de Isaías, assim também a Babilônia serviu ao ministério de Jeremias. Em todas as suas queixas, contínuas e amargas, contra a impiedade de Judá, as seguintes idéias sempre aparecem:
Judá vai ser destruído pela vitoriosa Babilônia Se Judá deixar sua impiedade, de modo algum Deus o Livrará de ser destruído às mãos da Babilônia. Mais adiante, quando já não parece haver mais nenhuma esperança de Judá arrepender-se, Jeremias trouxe a mensagem de última oportunidade: se, apenas como expediente político, ele se submeter à Babilônia, será poupado Judá, destruído, será restabelecido e ainda dominará o mundo. Babilônia destruidora de Judá, será ela mesma destruída, para nunca mais se reerguer.
Por muito adverter ao seu povo para se render a Babilônia, seus inimigos o consideraram um traidor a ponto de Nabucodonosor o recompensar por essa advertência lhe oferecendo uma honraria qualquer que quisesse aceitar, até mesmo uma dignidade na corte babilônica, todavia Jeremias bradava, alto e contínuo, que o rei da Babilônia estava cometendo um crime hediondona destruição do povo do Senhor, e por essa causa, no devido tempo, esse pais seria assolado e para sempre, ver caps. 50, 51. Manassés, Amom, Josias, Jeoacaz, Jeoaquim, Joaquim e Zedequias foram os reis de Judá contemporâneos a Jeremias Morreu provavelmente no Egito. 
JESUS - (YESHUA) - o Senhor é salvação Jesus Cristo é retratado no Novo Testamento como Salvador do mundo, e o nome Jesus em si significa Salvador. Conforme escreveu João no final de seu evangelho, estes [sinais], porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. Infância A mãe de Jesus, Maria, deitou o bebê Jesus numa manjedoura quando ele nasceu em Belém, onde os pastores o visitaram. Jesus foi apresentado no templo, e depois Maria e José, padrasto de Jesus, fugiram para o Egito com Jesus após a visita dos magos. Eles retornaram posteriormente a Nazaré, onde José trabalhou como carpinteiro. Além da visita de Jesus ao templo quando tinha doze anos, quando ele ouviu os mestres e lhes fez perguntas, nada mais é conhecido à respeito da sua infância. Três anos de ministério Quando Jesus tinha cerca de 30 anos, João Batista o batizou no rio Jordão, antes de Jesus ir para o deserto a fim de ser tentado por Satanás. Após isto, Jesus iniciou seu ministério público, escolhendo doze apóstolos para estarem com ele. Jesus fez muitos milagres, como transformar a água em vinho em Caná, e muitas curas, como a ressurreição da filha de Jairo. Ele também pregou freqüentemente, como no Sermão do Monte, e contou numerosas parábolas memoráveis, como a do bom samaritano e do filho pródigo. A última semana Os autores dos quatro evangelhos se concentram nos últimos sete dias da vida de Jesus. No domingo que precedeu sua morte, Jesus entrou em Jerusalém num jumento, aplaudido pelas multidões. Na quinta-feira seguinte, Jesus tomou a última Ceia com seus discípulos, antes de se dirigir ao jardim de Getsêmani para orar, onde Judas o traiu. Jesus foi preso, injustamente julgado, injustamente condenado à morte, crucificado como um criminoso comum e sepultado. Mas no domingo seu túmulo foi encontrado vazio, pois ele havia ressurgido dos mortos. Quarenta dias depois Jesus subiu ao céu, após ter aparecido ressurreto muitas vezes, prometendo que ele voltaria um dia. Mateus; Marcos; Lucas; João.
João Batista - o Senhor é gracioso Sua história é narrada nos 4 evangelhos, a história de sua infância é resumida em uma frase: Evitava morar em sociedade e vivia na solidão da região selvagem e descampada a Oeste do Mar Morto. (Lucas 3.80). Sabia desde de menino que o evento dos séculos estava próximo e que nascera para anunciar sua chegada. João Batista, filho de Isabel e Zacarias, viveu no deserto da Judéia. João usava vestes feitas de pelo de camelo, cingido por uma cinta de couro em torno da cintura, como o profeta Elias fizera séculos antes. Ele pregava destemidamente uma mensagem de arrependimento, preparando o caminho para seu primo, Jesus Cristo, a quem batizou no rio Jordão. Falando a respeito de si mesmo e de Jesus, João disse: Jesus precisa tornar-se maior; eu preciso diminuir, João foi preso e posteriormente decapitado por ter denunciado o casamento de Herodes Antipas com Herodias, a esposa de seu irmão Filipe. Mateus capítulo 3; 11. 1- 19; 14.1-12; Marcos 1.1-8; Lucas capítulo 1; João 1.1-34.
José - multiplicador José era de caráter impoluto, de boa aparência, fora do comum, com uma inclinação excepicional para liderança, dotado de habilidade de tirar o melhor partido de toda situação desagradável. Nasceu em Harã, 75 anos depois da morte de Abraão, 30 antes da morte de Isaque, quando seu pai tinha uns 90 anos, e 8 antes de voltarem para Canaã. Aos 17 anos foi vendido ao Egito. Passou 13 anos na casa de Potifar e na prisão. Aos 30 tornou-se governador do Egito. Morreu aos 110. José, primeiro filho de Raquel e Jacó, ganhou uma túnica ornamentada túnica de muitas cores do pai que muito o amava. Os irmãos de José o venderam como escravo a mercadores que passavam por ali, e estes por sua vez o venderam a Potifar, no Egito. Injustamente lançado na prisão, ele foi libertado após ter interpretado corretamente os misteriosos sonhos de Faraó. Faraó nomeou-o primeiro-ministro do Egito, com a responsabilidade de ajuntar e guardar alimentos em preparação para os sete anos de fome que havia predito. A fome forçou a família de José a subir ao Egito, onde José cuidou de todos. Gênesis 30.22-24; capítulos 37-50. Característica: Homem virtuoso.
Josué - Deus é Salvação Nasceu no Egito, a forma helenizada de seu nome era Jesus, pelo fato de conduzir seu povo à terra da promessa, pode ter sido um protótipo de sucessor maior, o qual está levando os seus à terra prometida da Glória eterna. Filho de Num, da Tribo de Efraim foi um líder tanto espiritual quanto militar, onde serviu como atendente pessoal de Moisés e foi designado seu sucessor. Como mão direita de Moisés no deserto, ele foi espiar a Terra de Canaã e, com Calebe, encorajou o povo a atacar. Embora seu conselho tivesse sido ignorado, ele eventualmente levou o povo a vitória em Canaã, tendo assumido a liderança quando Moisés morreu. Julga-se que levou uns seis anos na subjugação da terra; o resto da sua vida passou estabelecendo e governando as doze tribos; seu governo sobre Israel, ao todo, durou uns 25 anos. Foi guerreiro notável; discipulou suas tropas; enviou tropas; enviou espias; mas orava e confiava em Deus. Viveu por cento e dez anos e morreu ainda se lamentando por saber que podia ter feito muito mais por sua nação.
Moisés - Salvo das águas ou retirado Moisés nasceu precisamente no tempo em que o Faraó do Egito tinha resolvido mandar matar todas as crianças recém-nascidas do sexo masculino, pertencentes à família israelita (Ex 2.1 a 4; 6.20; At 7.20; Hb 11.23). Quando era nenê, foi salvo da morte pela filha de Faraó, que o encontrou escondido numa cesta de junco no meio de um carriçal. Ela o criou como filho, um príncipe do Egito. Mas quando ficou moço, ele recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus. Após matar um feitor egípcio, ele fugiu para Miriã, onde se tornou um pastor e casou-se com Zípora. O Êxodo Quando foi olhar uma sarça ardente no deserto, Moisés recebeu um chamado de Deus para voltar ao Egito e libertar o povo, com seu irmão Arão como porta-voz. Moisés confrontou Faraó, mas somente após a terra ter sido devastada por pragas e todos os primogênitos do Egito terem morrido foi que Faraó deu-lhes permissão para sair - um evento relembrado todo ano no festival da Páscoa judaica. No deserto Após conduzir o povo à segurança sobre terra seca através do mar Vermelho, Moisés levou-o ao monte Sinai, onde Deus lhe deu os Dez Mandamentos. Deu também regras detalhadas para a vida cotidiana e instruções para a construção do tabernáculo. Moisés conduziu o povo freqüentemente rebelde através do deserto por quarenta anos, supervisionando sua transformação de uma turba de escravos descontentes em um exército treinado. Seu gênio inflamável custou-lhe o privilégio de entrar na Terra Prometida, Moisés foi o primeiro e o maior dos profetas. Ele deu a Lei, e revelou a Deus como Javé (Eu sou). Foi um homem com quem Deus falou face a face Êxodo 2 - Deuteronômio; Lucas 9.28-36; Hebreus 11.23-29. 
Neemias - o Senhor conforta Neemias foi à Jerusalém em 445a.C. Esdras estivera lá 13 anos. Este, porém, era sacerdote, que ensinava religião ao povo. Neemias veio como governador civil, com autoridade do rei da Pérsia para reconstruir o muro e restaurar Jerusalém como cidade fortificada. Neemias cresceu na Babilônia durante o tempo do exílio judaico. Ele ascendeu à influente posição de copeiro do rei Artaxerxes da Pérsia. Quando os judeus tiveram permissão de retornar a Jerusalém, a família de Neemias ficou. Ele ficou muito triste quando ouviu dizer que os exilados que retornaram não conseguiram reconstruir os muros de Jerusalém. Após orar e jejuar por quatro meses, Neemias pediu permissão para liderar um grupo de exilados judeus de volta com o intuito de reconstruir a cidade destroçada de Jerusalém. Ao programa de reconstrução de Neemias opuseram-se Sambalá, Tobias, os árabes, os amonitas e os asdoditas, mas como resultado de muito trabalho e vigilante oração o muro foi reconstruído.
Oséias - libertador Foi rei de Israel, o último, entre 732-723a.C. e teve um mau reinado. Oséias, o último rei de Israel, conquistou o trono matando seu antecessor, o rei Peca. Foi durante seu reinado que o desastre final desabou sobre o reino do norte. Após um cerco de três anos, no nono ano do reinado de Oséias, o rei da Assíria (Salmaneser) capturou Samaria (a capital de Israel) e deportou os israelitas para a Assíria. Dessa forma, as advertências proféticas se cumpriram, e Israel foi castigado por seu pecado de adorar outros deuses e recusar-se a obedecer à lei de Deus de justiça e amor. 2Reis 1530; capítulos 17-18
Deus salvou Oséias foi profeta do reino do Norte (Israel), Sua mensagem referiu-se ao reino do norte com mensagem referindo-se à Judá. Mais ou menos 40 anos do reino do Norte. Começou seu ministério quando Israel, sob Jeroboão II, estava no zênite do seu poder. Assim, vendo sua rápida queda. Foi contemporâneo de Amós, sendo, porém, mais moço; contemporâneo de Isaías e Miquéias, mais velho que estes. Quando criança, possivelmente conheceu Jonas. Os reis em cujos reinados profetizou foram: Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, todos de Judá, e Jeroboão II, de Israel. O período máximo pois que Oséias poderia ter profetizado seria 782-687a.C., e o período mínimo cerca de 753-716a.C. admitindo que seu ministério se sucedeu a uma parte considerável dos reinados de Jeroboão e Ezequias, talvez fosse seguro colocá-lo em mais ou menos 770-710a.C. Oséias denunciou o povo de Israel por sua idolatria, comparando-o em sua infidelidade a Deus à sua esposa adúltera, Gômer. Em suas profecias profundamente comoventes, Oséias mostra que, assim como ele amou a esposa e a trouxe de volta, também Deus ama seu povo transviado e o traz de volta para si.
Pilatos - carregador de Lança Como comandante-em-chefe dos soldados romanos, Pôncio Pilatos foi todo-poderoso como governador romano da Judéia (26-36 A.D.), e era a única pessoa que podia passar a sentença de morte. Caifás enviou Jesus a Pilatos, que reconheceu ser ele inocente e até tentou libertar Jesus como o prisioneiro que recebia o perdão todos os anos. A esposa de Pilatos advertiu-o de que nada deveria ter com a morte de Jesus, pois ela havia sido atormentada por um sonho a respeito dele e acreditava que era inocente. Quando, entretanto, as multidões bradaram a Pilatos que, se soltasse Jesus, estaria se opondo a César, ele entregou Jesus para ser crucificado. Pilatos fez com que um aviso fosse escrito e preso à cruz. Dizia: Jesus NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. Mateus 27.11-26; Marcos 15.1-15; Lucas 22.66-23.25; João 18.28-19.22.
Salomão - paz Salomão, filho de Bate-Seba e do rei Davi, a quem sucedeu como rei de Israel, construiu e dedicou a Deus o magnífico templo de Jerusalém. Ao contrário do pai, Salomão não era homem de guerra, mas excelente em diplomacia. Tendo herdado um reino em paz, ele o fortaleceu por meio de lucrativas parcerias comerciais e alianças conjugais. Seu reino tornou-se sinônimo de riqueza e luxo. Salomão foi internacionalmente famoso por sua sabedoria. Entretanto, suas muitas esposas estrangeiras o levaram a perder o primeiro amor por Deus. Impostos elevados, introduzidos para financiar seus projetos de construção, deixaram o país empobrecido e o povo irado. 2Samuel 12.24; 1 Reis capítulos 1-11; 1 Crônicas capítulos 22; 28; 29; 2 Crônicas 1-9.
Sansão - ilustre Filho de Manoá, da tribo de Dã. Na fronteira da Filístia, antes de nascer foi designado por Deus para salvar os filisteus. Deus dotou-o de força sobre humana e, sob a influência divina, suas proezas foram admiráveis. É o último juiz mencionado no livro. Logo depois veio a organização do reino. Sansão, famoso por sua força sobre-humana, governou Israel por vinte anos. Freqüentemente Sansão tentou libertar sozinho os israelitas do domínio de quarenta Anos dos Filisteus. Como nazireu, dedicando a Deus, Sansão nunca cortou o cabelo. Sua derrocada, que veio a ser fatal, foi a atração que tinha pelas mulheres. Ele revelou a Dalila que o segredo de sua força residia em seus cabelos longos. Enquanto ele dormia. Dalila fez que os cabelos dele fossem cortados. Filisteus, escondidos no quarto dela, agarraram-no e cegaram-no, fazendo-o seu prisioneiro. À medida que seu cabelo crescia, a força de Sansão retornava. Um dia, quando estava no templo filisteu, ele derrubou as duas colunas mestras. O prédio veio abaixo, matando Sansão e todos os principais governantes e guerreiros filisteus. Juízes capítulos 13-16; Hebreus 11.32. Juiz em Israel (Jz 16) Herói da Fé (Hb 11.32,33).
Tiago (forma de Jacó) Tiago, é o mesmo nome que Jacó. Tiago, apelidado o Maior, para se distinguir de Tiago, o Menor, era irmão de João Evangelista, e filho de Zebedeu e Salomé. Era natural de Betsaida da Galiléia, era pescador e trabalhava com João. Ele remendava as redes quando Jesus o chamou, e ele o seguiu imediatamente. Jesus deu a João e Tiago o apelido de filhos do trovão porque ambos tinham temperamentos explosivos. Eles sugeriram, por exemplo, que Jesus pedisse a Deus que fizesse chover fogo do céu sobre um vilarejo descrente. Tiago tornou-se um dos três apóstolos mais íntimos de Jesus, que Jesus escolheu para estarem com ele em momentos especiais, como a transfiguração. Tiago foi decapitado por Herodes Agripa I cerca de dez anos após a morte de Jesus. Mateus 4.21-22; 10.2; 17.1-13; Marcos 5.37; 10.35-45; Lucas 9.51-56; Atos 12.2. 
Tito - honrado Era grego de nascimento, ainda jovem, nada se sabe a respeito de sua família. Foi convertido ao Cristianismo por influência do Apóstolo Paulo, onde passou a ser seu amigo e companheiro de confiança. Tornou-se um pastor de almas, onde ensinava os servos a serem obedientes e fiéis. Era firmemente contra a circuncisão Gl 3.5 Aparece com o Apóstolo Paulo em Éfeso, de onde é enviado a Corinto para investigar certas desordens e iniciar o levantamento da oferta para os crentes pobres de Jerusalém. Regressando de Corinto, encontrou Paulo na Macedônia e, depois de lhe expor a situação, foi mandado de volta àquela cidade, na frente do apóstolo, levando a segunda epístola aos coríntios, para preparar o caminho para a ida de Paulo e terminar o levantamento da oferta. A outra vez que ouvimos dele, uns 7 ou 8 anos mais tarde, é na sua epístola, que é escrita, por volta de 65d.C. Está em Creta, à expressão Deixei-te em Creta Tt 1.5, Mostra que Paulo estivera lá com ele. A última notícia que temos dele está em 2Tm. 4.10, onde se diz que saíra de Roma para a Dalmácia. Parece que se juntou a Paulo e estava com ele quando foi preso, acompanhando-o a Roma. Abandonou-se do Apóstolo naquela hora de perigo e solidão, devido aos riscos ameaçadores, ou se Paulo o mandou terminar a avangelização na costa N.O. da Grécia, não se sabe. Reza a tradição que ele veio a ser bispo de Creta e morreu tranqüilamente em idade avançada. Características: Administrativo na consolidação do trabalho Líder Cristão de muita capacidade Prudente Maneiroso Bom Grande Homem.
 Samuel - Pedido de Deus Data aproximada: 1100-1050a.C. Nasceu em Ramá, que dista cerca de 10 Km de Jerusalém. Filho de Elcana e Ana, foi o último grande Juíz guerreiro de Israel, e um dos primeiros profetas, Seu chamado para ser profeta veio quando ele ainda era pequeno e servia a Deus no tabernáculo em Silo perante Eli. Passados alguns anos, Samuel exerceu um alto cargo de juíz e governador, onde escolheu Saul como o primeiro Rei de Israel, onde fora decepcionado com sua desobediência e substituindo-o por Davi como sucessor de Saul. Betel, 8Km de Ramá ao norte, foi o cenário de suas atividades. O panorama da região que se descortina da alto de Betel é magnífico. Aí, 800 anos antes, Jacó vira a escada do céu. Mais tarde tornou-se cede do culto do bezerro. Morreu na sua própria cidade Ramá. Fatos acerca: Organização do Reino Samuel foi o elo de ligação entre os Juízes e o Reino 

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